Novo portal de informações da Turismo Adaptado, mais completo e atualizado

A partir do dia 9 de junho, a Turismo Adaptado inaugurou um novo portal de notícias, com informações atualizadas relacionadas ao turismo acessível, ou também notícias desmembradas somente em relação à pessoa com deficiência ou turismo. Para acessar o portal, clique no link a seguir ou copie e cole para o local de endereço de seu navegador www.turismoadaptado.wordpress.com/

 

Procurando abordar temas de grande interesse, com matérias nacionais e internacionais, e também textos escritos por Ricardo Shimosakai, Diretor da Turismo Adaptado, exclusivos para o portal. A idéia é servir como uma referência de informações no lazer e turismo para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, então também serão divulgados eventos, dicas de lazer e viagens, conceitos e todo o tipo de informação desse segmento. Será um canal aberto, aceitando sugestões de colaboradores para enriquecer seu conteúdo.

 

As postagens serão publicadas com regularidade, e quem quiser receber essas atualizações automaticamente, poderá cadastrar seu email para recebê-las. Além de textos, seu conteúdo terá diversos outros recursos como fotos, vídeos, áudios, apresentações e até baixar documentos. Também estaremos em constante atualização para melhorar a aparência, funcionalidade e conteúdo. Como a proposta é potencializar a informação, então todos podem participar de alguma forma, seja enviando sugestões ou também matérias para serem publicadas, que será analisada pela nossa equipe.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 12h12
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A Turismo Adaptado é uma organização que trabalha para a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no lazer e turismo. Um enfoque um pouco segmentado, pois mesmo assim o campo de trabalho é enorme, mas o objetivo maior é o turismo para todos.

 

Quem lidera essa organização como Diretor é Ricardo Shimosakai, Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi/ Laureate International Universities e atua desde 2004 no segmento de Turismo Acessível. Também atua como Coordenador da Freeway Acessível. Membro do Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, SATH (Society for Accessible Travel and Hospitality) e ENAT (European Network for Accessible Tourism). Ricardo Shimosakai depois de ter levado um tiro em 2001 num sequestro relâmpago queria retornar à suas viagens que sempre lhe trouxeram muito momentos de prazer. A partir daí começou sua luta, e a vontade de espalhar esse prazer a todos.

 

           Como a informação é uma das coisas que julgamos mais importantes, também publicamos matérias para as revistas Sentidos e Reação, em mídias digitais como o Blog Turismo Adaptado, Diário do Turismo, EcoViagem, Inclusive, twitter @turismoadaptado, comunidade Orkut, facebook, YouTube e flickr. Também através de palestras e cursos, conseguimos passar o conhecimento de uma forma mais dinâmica. Todos esses canais de informação são ferramentas poderosas para poder passar a emoção de desfrutar os prazeres relacionados ao lazer e turismo. Com o crescente número de estudantes interessados em realizar trabalhos acadêmicos e também de profissionais a procura de mais conhecimento nesta área, reunimos diversos materiais entre matérias, vídeos, fotos, áudios e apresentações entre outros, num livro digital com o título “Acessibilidade e Inclusão no Turismo”. Consideramos que experiências são coisas que guardamos para o resto de nossas vidas, ao contrário de objetos que se desgastam e se perdem, e depois de um tempo nem lembramos mais que eles existiram.

Estar atualizado com as novidades e tendências de tudo o que acontece em relação ao turismo e ao movimento de pessoas com deficiência no Brasil e no mundo, dão a qualidade de nossos serviços. Agora também estamos atuando como uma agência de viagens para todos, comercializando passagens aéreas, reservas em hotéis, seguro de viagem, além de pacotes turísticos para todos os gostos e necessidades, com o diferencial que somos os únicos no Brasil a ter todos os serviços citados com um atendimento exclusivo a pessoa com deficiência. Conhecer a magia da Disney, esquiar em Bariloche, ver paris do alto da Torre Eiffel ou mergulhar em Fernando de Noronha, são sonhos de pessoas com ou sem deficiência que ajudamos a realizar.

 

Para que o mercado esteja adequado a esse segmento de público, prestamos consultoria a empresas para que as questões de acessibilidade e inclusão sejam feitas da melhor forma possível. As empresas precisam consultar especialistas na área, pois é muito comum encontrar serviços feitos sem conhecimento, que acabam por ter um custo alto com um baixo resultado. É um costume semelhante ao se dirigir à farmácia para se auto-medicar, porém as conseqüências podem ser bastante desagradáveis. Mas casos reais mostram que implantar acessibilidade de uma maneira programada, traz um retorno financeiro e de imagem muito significativos.

 

O turismo não é só viagem, mas um campo muito grande que envolve eventos, lazer, transporte, esporte e aventura, entre outros. Então também trabalhamos para que o tenhamos um atendimento digno em aeroportos quando formos embarcar para aquele destino tão sonhado, que os cinemas tenham espaços reservados para assistirmos o filme na companhia de nossos amigos, e que consigamos alcançar a queda daquela cachoeira maravilhosa no meio da natureza exuberante. Tudo isso faz parte do lado alegre de nossas vidas, onde todos querem estar e desfrutar desses e de outros inúmeros prazeres. Todos temos esse direito, mas infelizmente ainda somente alguns nos proporcionam isso. Porém estamos aqui para atuarmos como agentes de transformação, pois não queremos ser exclusivos, mas sim multiplicadores. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

 

Ricardo Shimosakai – Turismo Adaptado

Agente de Viagens e Consultor de Turismo

www.turismoadaptado.zip.netricardo36@gmail.com

twitter, orkut e YouTube - procure turismoadaptado
Cel: 55(11) 9854-1478 - Tel: 55(11) 3846-6333

São Paulo/SP – Brasil

 

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 08h52
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Festival de Turismo das Cataratas – O Turismo Adaptado em evidência no mercado internacional

 

Dia 18 de junho das 17h00 às 19h00 no espaço Expo 4 do Rafain Palace Hotel & Convention Center (Av. Olimpio Rafagnin, 2357 / Parque Imperatriz - Foz do Iguaçu – Paraná), será realizada uma mesa redonda com a temática de Turismo Adaptado. Palestrantes confirmados: 

Ricardo Shimosakai - Turismólogo e cadeirante, dedica-se à acessibilidade no turismo brasileiro. Abordará questões relacionadas à viagens para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, sob a visão de um turista com deficiência que também é um profissional da área.

José Fernandes Franco, o proprietário do Hotel Campo dos Sonhos, um dos primeiros hotéis-fazenda do Brasil adaptado a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Realizado pela Polo Iguassu Feiras & Eventos e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil, o Festival de Turismo das Cataratas do Iguaçu, que se encontra em sua 5ª edição, é um evento de âmbito internacional destinado aos agentes de viagens, operadores de turismo, hoteleiros, guias de turismo, estudantes, pesquisadores, representantes governamentais e da iniciativa privada e aberto a comunidade. O evento propõe constituir-se em uma ferramenta de negócios envolvendo toda a cadeia de serviços do setor turístico.

O Festival em 2010 contará com uma feira de 2 mil metros quadrados, cerca de 150 estandes com a previsão de mais de 300 expositores e seus cooperados, além de eventos paralelos como o IV Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, Rodada de Negócios, Mostra de Turismo Sustentável do Iguassu, Visitas Técnicas e uma movimentada Agenda Social. A previsão é de superar a marca de 4.500 visitantes.

Buscando inovar e dar maior dinamismo, o Instituto Polo Internacional Iguassu, parceiro do Festival, traz um evento complementar, com uma proposta diferenciada e que faz uso de todo o sucesso já consolidado do festival de turismo para realizar a I Mostra de Turismo Sustentável Iguassu, um espaço voltado a apresentação de projetos e ações, equipamentos, produtos e serviços turísticos relacionados ao turismo sustentável. A Mostra acontece para apresentar Casos de Sucesso em Turismo Sustentável no Brasil, estimular sua prática e proporcionar oportunidades para que as empresas apresentem os diferenciais de   seus produtos e serviços.

Maiores informações, acesse o link http://www.festivaldeturismodascataratas.com/index.php



Escrito por Ricardo Shimosakai às 19h35
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XIV Workshop de Turismo do Triângulo – Turismo para Todos

 

 

O XIV Workshop de Turismo do Triângulo, realizado pela AVIT (Associação das Agências de Viagens do Triângulo Mineiro), ABAV-MG (Associação Brasileira de Agências de Viagens) e a Prefeitura da cidade de Uberlândia, terá como tema principal o Turismo para todos... pois todos tem o direito de ir e vir. Este evento será realizado nos dias 14 e 15 de maio de 2010, no Center Convention, localizado na Avenida João Naves de Ávila, 1.331.

 

O painel Turismo para Todos acontecerá dia 14 de maio às 19h00 terá entrada livre, onde a palestra de Ricardo Shimosakai da Turismo Adaptado abordará questões relacionadas à viagens para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, sob a visão de um turista com deficiência que também é um profissional da área.

 

As palestras do dia 14 de Maio de Visto Americano às 9h30, Geografia da América Central e do Norte às 11h00 e a abertura - do XIV Workshop AVIT / ABAV-MG às 14h00, são focados aos profissionais do turismo, e a participação será liberada através da inscrição pelo site www.avit.tur.br

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 14h39
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Ministério do Turismo através do Site Copa 2014, entrevista Ricardo Shimosakai

Veja a entrevista completa através do site Brasil 2014 - A viagem da Copa começa aqui http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/noticias/todas_noticias/detalhe/20100419_03.html

Turismólogo e cadeirante, Ricardo Shimosakai dedica-se à questão da acessibilidade no turismo brasileiro e mantém o blog Turismo Adaptado (www.turismoadaptado.zip.net). Confira o que ele pensa sobre esta questão do Brasil e no mundo e suas expectativas para a Copa de 2014.

1. Sabemos que você é turismólogo. Como surgiu o seu interesse por Turismo?
Depois do tiro que levei num sequestro relâmpago em 2001, duas das coisas de que mais senti falta foram meus passeios e minhas viagens. Então comecei a pensar nas alternativas para voltar à minha rotina de uma pessoa acostumada a sair e conhecer novos lugares. Depois fui perceber que isso não era um desejo somente meu, e comecei a trabalhar nesse campo visualizando uma oportunidade de mercado e um modo de auxiliar meus colegas com deficiência. Decidi me aprofundar e ingressei no curso de Turismo, no qual sou formado, além de buscar conhecimento atualizado sobre todos os tipos de deficiência.

2. Como turista, o que mudou para você com a deficiência física, da escolha do destino ao decorrer da viagem?
Comecei a prestar mais atenção na acessibilidade, porém sem me privar de visitar um local pela falta deste item. Desenvolvi habilidades para me virar em casos de dificuldade, como por exemplo tomar banho num hotel em que não há maneira de acessar o chuveiro por conta do box apertado. Então aprendi a tomar banho de canequinha, ou mesmo utilizando uma toalha úmida, método popularmente conhecido como "banho-de-gato". Mas isso não é o correto, pois a deficiência não está em nós, e sim no estabelecimento, que não está preparado para nos receber de maneira adequada. Perdemos muito tempo também, pois enquanto uma pessoa consegue entrar num estabelecimento com facilidade, geralmente precisamos ficar à procura de como acessá-lo, quando isso é possível. No começo, fui auxiliado. Viajei com a família, com colegas, mas depois fui buscar minha independência e passei a viajar sozinho. Passei por diversas dificuldades que me fizeram amadurecer como pessoa e como turista, como por exemplo perceber que centros de informações turísticas dificilmente sabem nos informar sobre a acessibilidade dos locais turísticos, por isso passei a procurar essas informações antes de realizar a viagem. Ironicamente, como as dificuldades são maiores do que antes, o prazer de depois ter conseguido superá-las também é maior.

3. Qual foi a melhor experiência turística (incluída a questão da acessibilidade) que você já vivenciou no Brasil?
Apesar de cada lugar ter sua característica particular, a minha melhor experiência turística no Brasil até hoje – por diversos fatores, incluindo a acessibilidade – se deu em Curitiba. Foi o primeiro destino para o qual fiz uma viagem sozinho após me tornar uma pessoa com deficiência. A questão do transporte é bastante facilitada, com ônibus equipados com elevadores veiculares, as estações-tubo, além das linhas de ônibus turístico (conhecido como Jardineira), todos contemplando a acessibilidade. O Jardim Botânico, a Rua 24 Horas, a Ópera de Arame e o Parque Tanguá, entre outros, eram possíveis de visitação, apesar das falhas de acessibilidade aparentes numa avaliação mais rigorosa. Por essas e outras razões, Curitiba era considerada a cidade modelo brasileira.

4. Que outras cidades / destinos brasileiros estão bem estruturados, são acessíveis, e você indicaria a colegas?
É dificil dizer que existe um destino acessível no Brasil. Portanto comecei a trabalhar preparando pacotes turísticos em que todos os locais e as atividades propostos são acessíveis. Preparamos Bonito, Foz do Iguaçu, Pantanal e Itacaré neste formato, e já estamos trabalhando para deixar Rio de Janeiro, Porto de Galinhas, Fernando de Noronha e Manaus nas mesmas condições. Mas, para que a viagem atinja uma total satisfação, realizamos uma conversa com o turista com deficiência para conhecer melhor quais são suas dificuldades, pois cada pessoa com deficiência possui necessidades diferentes, que às vezes são mais do que questões de acessibilidade, mas sim da forma como ele será atendido. Por exemplo, um rapaz que foi viajar sozinho a Itacaré não possuía os braços e tinha pernas muito curtas, então colocamos uma pessoa para auxiliá-lo no banho, na troca de roupas e na alimentação. Na verdade, qualquer destino é viável, dependendo do perfil da pessoa com deficiência.

5. Melhorias e adaptações em hotéis e atrações turísticas visando a acessibilidade podem ser vistas como um investimento? Por quê?
Pessoas com deficiência geralmente viajam acompanhadas, e se o local não possui acessibilidade, provavelmente está deixando de receber não só pessoas com deficiência mas também seus acompanhantes. Sem contar que a acessibilidade é um item procurado pela terceira idade, segmento que tem ganhado força no turismo nos últimos anos. A acessibilidade pode ser traduzida como conforto, pois rampas, elevadores, barras e outros itens, além de atender a todos, também são facilitadores para qualquer pessoa. Alguns equipamentos, como áudio-guias em museus, servem como uma orientação mais detalhada para qualquer pessoa, além de que o mesmo aparelho utilizado poder conter recursos de áudio-descrição para cegos, criando assim um serviço que agrada a todos e, ao mesmo tempo, pratica a inclusão. Além disso, valoriza a imagem do estabelecimento perante a sociedade, pois empresas que se preocupam com o lado social são muito mais valorizadas pelo consumidor. Há relatos comprovados de empresários que investiram em questões de acessibilidade e inclusão e que hoje em dia estão tendo um retorno devido à atitude tomada.

6. Que estádios você já visitou na condição de deficiente físico? Como foram estas experiências?
Visitei Morumbi e Pacaembu (em São Paulo) e a Vila Belmiro, em Santos. No exterior, conheci o estádio do Barcelona. Para assistir a um jogo, somente o Morumbi; os outros foram visitações turísticas. No Morumbi, estacionei meu carro em vaga reservada no interior do estádio, depois entrei por um acesso diferenciado com outros dois colegas. Não fiquei na área acessível, pois acompanhei meus colegas na arquibancada e fiquei num corredor frontal.

7. O que é essencial para um estádio ser acessível?
O essencial para pessoas com deficiência física são rampas ou elevadores, dependendo da estrutura arquitetônica, instalações sanitárias, circulação com rotas acessíveis e sinalização adequada, além do espaço onde a pessoa com deficiência física assistirá ao jogo. Um serviço de apoio é recomendado pela FIFA, para que todas as pessoas com deficiência possam ser atendidas. Mapas táteis do estádio, sinalização em braille e pisos táteis são itens importantes para quem tem uma deficiência visual. Pessoas treinadas para interpretar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o recurso mais importante para pessoas com deficiência auditiva – que, apesar de ser utilizada somente no Brasil, possui semelhanças com outras línguas estrangeiras de sinais. Além disso, julgo importante que as informações dos recursos de acessibilidade sejam divulgadas na comunidade de pessoas com deficiência, para estimular a ida aos estádios de quem ainda tem dúvidas.

8. Além de ter estádios acessíveis, quais são os principais pontos onde o Brasil poderá investir para realizar uma Copa acessível?
Além dos estádios, toda a infraestrutura das cidades também deve ser pensada sob a ótica da acessibilidade. Pois o evento influenciará outras questões como os transportes aéreo e rodoviário, hotelaria, informação, além da visitação turística nos atrativos de cada sede. As pessoas geralmente vêm assistir somente aos jogos do time de seu país de origem, e não necessariamente a todos. Então, nessa logística, ficam sobrando espaços de tempo, que serão preenchidos para visitação local. Alguns também usam a oportunidade para visitar a cidade modificada para o grande evento, e nem chegam a ir aos estádios, assistindo de fora deles nas Fan Fests ou mesmo somente para sentir o clima festivo. Então outros serviços e locais como bares e restaurantes, praias, além de toda a cadeia do comércio, serão influenciados. Produzindo nossos destinos como locais acessíveis, seja gerada uma divulgação espontânea dos próprios visitantes, que retornarão aos seus locais de origem e passarão suas impressões aos seus conhecidos. Mas deve-se prestar atenção em todos os tipos de deficiência, e trazer experiências de sucesso como o projeto do Bayer 04 Leverkusen da Alemanha, realizado no Brasil pela Freeway com o nome de Projeto Ver-o-gol, em que pessoas cegas foram levadas ao estádio para assistir a um jogo de futebol por meio da técnica da áudiodescrição, com a narração em tempo real diferenciada, com detalhes do que se passa no jogo. A FIFA reforça as orientações quanto à segurança nos estádios, como procedimentos e equipamentos para evacuação do local em caso de emergência. Também são feitas recomendações técnicas para que a visão do campo do local onde pessoas usuárias de cadeira de rodas irão se posicionar não seja obstruída por outros espectadores, mesmo nos momentos de comemoração, em que todos estarão saltando e agitando suas bandeiras. Também é citado que se deve prover acesso a todos os locais, para que a pessoas com deficiência possam desfrutar das mesmas oportunidades de uma pessoa não deficiente.

9. Que outros países o Brasil poderia tomar como exemplo para fundamentar suas ações visando a acessibilidade no turismo? Por quê?
Barcelona, quando foi escolhida para sediar as Olimpíadas e consequentemente as Paraolimpíadas de 1992, realizou uma grande reforma na cidade, incluindo as questões de acessibilidade. As calçadas são muito boas, com rebaixamento de guias em grande parte da cidade, além de museus e praias acessíveis, entre outros atrativos que prezam a inclusão, de modo que a cidade espanhola se tornou uma referência mundial em acessibilidade. A Disney, em Orlando (EUA), tem brinquedos em que você pode entrar com a própria cadeira, sistemas de operacionalização para entrada facilitada nos mesmos, guias impressos indicando essas facilidades, transporte e hospedagem acessíveis em todo o complexo. Na França, uma organização chamada Tourisme & Handicap trabalha em conjunto com o equivalente ao Ministério do Turismo Francês, para orientar e viabilizar diversos pontos em relação à acessibilidade e à inclusão no turismo, fundamentais para que se tenha um resultado de qualidade. A Argentina tem um projeto de acessibilidade em San Martín de Los Andes, uma cidade de campo onde também há uma estação de esqui chamada Chapelco, com atividades de esqui na neve adaptado. Todos os ônibus e os principais atrativos de Londres são acessíveis, dando condições para uma visitação satisfatória.

10. Acha que o turismo pode ser considerado uma ferramenta de inclusão? E o esporte?
O turismo e o esporte podem ser considerados como uma ferramenta de inclusão, não somente a pessoas com deficiência, mas a todas as pessoas. Isto se dá principalmente pelo fator de socialização, já que podemos, numa atividade turística ou esportiva, conhecer outras pessoas e conversar de uma maneira agradável, por se tratar de um contexto de descontração. Focando um pouco mais nas pessoas com deficiência, muitas delas precisam de incentivos, principalmente aquelas que adquirem uma deficiência sem nenhum aviso e que passam por momentos de depressão. Além disso, quando uma pessoa passeia ou viaja está realizando uma atividade física e adquirindo cultura e conhecimento. Então este é um ciclo ativo composto por atividades de socialização, exercícios e ganho de conhecimento. O turismo e o esporte geralmente são atividades realizadas espontaneamente, então há neles um apelo muito mais eficaz para inserir uma pessoa deslocada no contexto ativo da sociedade, para que se sinta incluída.

11. Pratica algum esporte? Qual?
No final de minha reabilitação, comecei a fazer hidroterapia e me puxaram para a natação. Mas não achei legal, uma questão de gosto. Então comecei a praticar tênis de mesa, o que me ajudou imensamente. Além da parte física, que me auxiliava com força, resistência e equilíbrio, também recebia conselhos de colegas que tinham mais tempo de lesão, e, em competições realizadas fora de São Paulo, aprendia questões de independência, além de me socializar com diversas outras pessoas. No final, isso tinha um efeito psicológico enorme, o qual julgo o maior benefício. Depois parei com o tênis de mesa devido ao estudo e ao trabalho, retomei atividades físicas em academia, e atualmente estava me exercitando com uma hanbike, bicicleta adaptada em forma de triciclo. Além disso, realizo atividades de aventura, como paraquedas, mergulho, tirolesa, rafting, paraglider e rapel, entre outros. Também estou sempre ativo, saio para exposições, teatros, cinemas, eventos, restaurantes e vida noturna, atividades que me ajudam a exercitar o físico e o psicológico.

12. Como acha que a Copa de 2014 pode impulsionar e melhorar o turismo no Brasil, inclusive o turismo acessível?
O grande benefício de um evento internacional desse porte será a exposição. Apesar do foco ser a competição, ela será disputada em 12 cidades diferentes. Geralmente a mídia não mostra somente os jogos, mas também diversas outras informações das cidades onde serão disputadas as partidas, além de informações gerais sobre o país. Então, se a imagem que conseguirmos passar para o resto do mundo for positiva, isso será um grande benefício; porém o contrário também pode ser um grande prejuízo. Fazer a implantação de acessibilidade de forma correta não é só cumprir com obrigações exigidas pela FIFA, mas demonstrar que nosso país tem uma consciência social de inclusão, um fator muito valorizado pela sociedade mundial. Se os investimentos em acessibilidade forem aplicados além dos estádios, valorizando o transporte, vias públicas, sinalização, comércio e outros itens que fazem parte da cadeia produtiva desse evento, o retorno será inevitável. Posso afirmar que tanto turistas locais como estrangeiros com deficiência têm grande interesse em visitar as cidades-sedes numa proposta turística.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 13h35
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O céu é o único limite para os turistas com alguma deficiência

Esta é a reprodução do bloco de uma edição especial escrita para o caderno Viajar do jornal Diário de São Paulo com o título "Turismo sem fornteiras", publicado em 18 de março de 2010

 

 

 

 

 

           Quem pensa que os portadores de deficiência não se divertem está bem enganado. Eles curtem a vida e bastante! Praticam esportes radicais e o céu é o único limite para eles explorarem o mundo — alguns até saltam de paraglider, paraquedas e asa-delta. Ricardo Noboru Shimosakai, de 42 anos, foi vítima de um assalto relâmpago em 2001 e ficou paraplégico. Apaixonado por turismo, ele não deixou de conhecer novos lugares e praticar ecoturismo. Hoje, usa essa paixão para tornar as viagens acessíveis.

Ele é diretor da empresa Turismo Adaptado e coordenador da agência Freeway, no setor chamado Acessível, onde atua como agente de viagens e consultor de acessibilidade e inclusão. Seja a trabalho, seja a passeio, Shimosakai já conheceu diversos lugares no planeta. Ele saltou de paraquedas no interior de São Paulo, visitou vinícolas no Rio Grande do Sul e mergulhou em um naufrágio em Pernambuco.

Outros deficientes que não têm limites para explorar o planeta são os amigos Fernando Aranha, de 31, e Ezequias Prado, de 42, maratonistas cadeirantes que competiram várias vezes no exterior. A dupla ainda encontra dificuldades: “Muitas vezes, os hotéis falam que são adaptados, mas quando você chega lá não é nada disso. Também tenho encontrado problemas para alugar carros em viagens nacionais”, diz Prado.

Aranha participou de maratonas em Chicago, San Diego, Nova York, Miami, Orlando, Toronto e Berlim. O ex-modelo Ranimiro Lotufo Neto, de 49, praticava parapente em Andradas (MG), quando perdeu a perna direita em um acidente com um fio de alta tensão. E não desistiu dos esportes radicais. Ele já teve um quadro de esportes no programa da Adriane Galisteu, na Rede Record. Por conta disso, viajou para diversos lugares como Cuba, Costa Rica e Índia.

“O Brasil tem muito a aprender e se preparar. Estamos engatinhando no desenvolvimento do turismo de aventura. Reconheço que muito se fez nos últimos anos, mas o deficiente que quer participar de atividades ligadas ao ecoturismo ainda tem que enfrentar obstáculos que poderiam ser minimizados”, avalia Lotufo Neto, repórter de aventura e dono de uma produtora de conteúdo multimídia.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 08h36
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Concurso Circuito de Museus premia frase sobre acessibilidade e inclusão

 

Tive a felicidade de ser premiado no concurso de frases organizado pela Feambra - Federação de Amigos de Museus do Brasil. A melhor frase para a pergunta “Se você fosse o curador do MASP, quais exposições você realizaria?” ganharia o prêmio, e minha resposta foi:

“Se eu fosse o curador do MASP, realizaria exposições inclusivas, que permitissem que pessoas com deficiência pudessem aproveitá-las da melhor forma. Cegos, Surdos, deficientes físicos e mentais tem direito à arte”

Idealizado para incentivar a visitação do jovem aos museus por meio de um concurso de frases, a primeira edição do Circuito de Museus chega ao fim com resultados positivos: alguns milhares de acessos à página do concurso de frases, uma boa amostragem do que pensa o jovem e a contribuição para a formação de um novo nicho de público para os museus.

 

A cada mês do projeto, de outubro de 2009 a janeiro de 2010, o autor da frase mais criativa sobre o tema proposto pelo Museu do Mês foi premiado com um final de semana cultural na cidade de São Paulo (SP), com acompanhante, incluindo uma diária e jantar no Hotel Quality Jardins, ingressos para show no HSBC ou Tom Jazz, um city tour personalizado da No Problem, além de um Netbook Megaware e um livro da Saraiva.

 

A quarta premiação e a cerimônia de encerramento do I Circuito de Museus acontecerá no MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, localizado à Av. Paulista, 1578 – São Paulo (SP), no dia 2 de março de 2010, terça-feira, às 9h30. É livre a todos que quiserem participar, onde haverá um café da manhã. Favor confirma sua presença através dos seguintes contatos da FEAMBRA (11) 3085-4402 ou feambra@feambra.org



Escrito por Ricardo Shimosakai às 16h11
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LIVRO DIGITAL - ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NO TURISMO

Este livro digital contém textos e apresentações em diversos formatos eletrônicos, arquivos de som, vídeo e foto relacionadas à acessibilidade e inclusão da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida no turismo. Há materiais de diversos autores, dando abertura para opiniões e conceitos variados. Também abrange uma linha de tempo ampla, onde pode apresentar informações ultrapassadas para a atualidade, porém muito útil para entender a evolução deste segmento.

Para adquirir, faça o pedido através do email ricardo36@gmail.com informando o endereço completo para entrega. Um email de confirmação será enviado informando o preço do livro digital mais o valor do frete para o endereço fornecido, e os procedimentos de pagamento. Após completado todos os procedimentos, o exemplar será enviado via correio.

Ricardo Shimosakai é Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi/ Laureate International Universities, atua desde 2004 no segmento de Turismo Acessível. Diretor da Turismo Adaptado e Coordenador da Freeway Acessível. Membro do Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, Society for Accessible Travel and Hospitality e European Network for Accessible Tourism. Escreve eventualmente para as revistas Sentidos e Reação. Mantenedor e Colunista dos endereços eletrônicos listados abaixo:

Turismo Adaptado

www.turismoadaptado.zip.net

EcoViagem

www.ecoviagem.uol.com.br/blogs/blogueiros/ricardo-shimosakai/

Diário do Turismo

www.diariodoturismo.com.br/# (>MIX>Artigos de Ricardo Shimosakai)

Inclusive

www.inclusive.org.br/

Twitter

www.twitter.com/turismoadaptado

Orkut - comunidade Turismo Adaptado

www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=21215499



Escrito por Ricardo Shimosakai às 14h26
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Santos, acessibilidade no litoral paulista

 

 

 

O município de Santos, localizado na Costa da Mata Atlântica, a nova Baixada Santista, é um destino de grande potencial turístico, pois é uma cidade bem estruturada e próxima à capital do Estado. A cidade é composta predominantemente por áreas planas, o que ajuda muito a mobilidade, principalmente para quem possui dificuldade de locomoção. Se localizar também é simples, tomando a praia e os canais como referências.

  

O Mendes Hotéis possui a preocupação de receber a pessoa com deficiência da melhor forma possível, tem um bom nível de acessibilidade e hospitalidade. Por essas qualidades já foi escolhida para sediar dois eventos internacionais de pessoas com deficiência: o Encontro dos Países Lusófonos em setembro de 2008 e a Conferência Internacional de Talidomida em outubro de 2009.

 

O Bonde Turístico de Santos, um dos mais representativos atrativos da cidade, possui uma réplica de um reboque que hoje proporciona acesso para cadeira de rodas. A operação é feita no último banco, que é removido para dar espaço e uma rampa que fica guardada na parte inferior é encaixada na parte lateral. Apesar de fornecer o acesso, essa operação é demorada e trabalhosa. O roteiro do bonde percorre o centro histórico de Santos, região que a noite também é um local de grande concentração de casas noturnas. O Typografia Bar Brasil possui um pequeno degrau na entrada, onde qualquer modificação é proibida pelo Condepasa, órgão autônomo e deliberativo que cuida do tombamento e da preservação dos bens culturais e naturais situados no município de Santos. Apesar disso, seu interior é amplo e plano, além de possuir banheiros adaptados.

  

O Memorial das Conquistas do Santos Futebol Clube, uma espécie de museu do futebol localizado na Vila Belmiro, mostra mais do que as conquistas do clube. Como foi o clube em que Pelé começou, conta também a própria história do futebol brasileiro e mundial. Apesar de ser difícil conhecer o túnel por onde entram os jogadores vindo do vestiário devido as escadas, é possível conhecer quase todo o resto, inclusive entrar no campo. Apesar do Santos Futebol Clube já ter aderido à Campanha Nacional de Acessibilidade, o estádio apresenta falhas em alguns ítens como acesso aos camarotes, afinal a opção pelos setores deve ser livre para todos.

  

O Memorial dos 500 Anos do Descobrimento, localizado no alto da Ilha Porchat também é conhecido como Monumento Niemeyer. Uma obra que leva o nome do próprio projetista (Oscar Niemeyer), e proporciona uma das mais belas vistas das praias de Santos e São Vicente. Possui vaga reservada e rebaixamento de guia para acesso, embora precisem ser reformados.

  

“As Ondas Santos 21”, projeto de reurbanização da plataforma do Emissário Submarino, é uma das mais novas atrações da cidade. Ali se encontra o Monumento Tomie Ohtake, escultura em ferro feita para a comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Infelizmente nem todos podem admirar por completo essa escultura, de grandiosidade física – 20 metros de comprimento, 15 metros de altura e dois de largura. Para uma pessoa com deficiência visual, ter uma réplica em escala reduzida, utilizando os mesmos materiais e que ficasse ao lado da original, permitiria que ela tivesse uma percepção de como é a escultura.

  

A cidade poderia aproveitar melhor o espaço portuário, que é o maior complexo da América Latina, recebendo enormes navios de Cruzeiros. Esses navios turísticos de grande porte trazem consigo o conceito de acessibilidade já bastante respeitado pelas empresas estrangeiras de origem. Então dentro da embarcação a acessibilidade é muito boa, somente o acesso a ele ainda deixa a desejar.

  

O Restaurante Marlin, que fica no município de São Vicente, e o Pier 1 Choperia, localizada na Ponta da Praia, em Santos, foram alguns dos espaços gastronômicos visitados e com boas condições de circulação. Nesses locais, também é importante que haja banheiros adaptados e de cardápios em Braile. Além disso, as mesas devem ter espaço para que um usuário de cadeira de rodas consiga se posicionar confortavelmente. Mesas com pés em “X”, dobráveis em forma de cavalete, ou com altura baixa e larguras pequenas dificultam ou impedem isso.

  

O Palácio da Bolsa Oficial de Café é um monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), porém isso não impediu que o prédio se tornasse acessível. Na verdade, o Iphan possui um documento oficial onde incentiva a acessibilidade, respeitando as normas para preservação paisagística e arquitetônica. O Museu do Café em seu interior, permite uma boa circulação para pessoas com deficiência física, mas ainda pode aprimorar o atendimento a pessoas com outros tipos de deficiência.

 

“Acessibilidade” e “inclusão” têm que ser pensadas de forma abrangente. Na verdade, a melhor forma de fazer isso, é vislumbrar um turismo para todos, não exclusivo para pessoas com deficiência. É comum ver empresas que querem melhorar seus estabelecimentos nesses ítens, mas decidem fazer isso por conta própria ou buscam arquitetos e associações de pessoas com deficiência sem um conhecimento profundo. Buscar um especialista é muito importante, assim como para curar uma doença é importante procurar um médico, ou seja, um especialista da saúde, e não se medicar por conta própria. Quem toma esses procedimentos com amadorismo, pode acabar se dando mal no final da história.

  

* Esta visita de Ricardo Shimosakai, Diretor e consultor da Turismo Adaptado, coordenador da Freeway Acessível e membro da Society for Accessible Travel and Hospitality (SATH), foi possível graças a colaboração de Mendes Hotéis e do Santos e Região Convention & Visitors Bureau.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 11h01
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João Pessoa preparando-se para ser um destino do Turismo Adaptado

 

 

O 1° Encontro Paraibano de Turismo Adaptado tem por objetivo discutir questões como, mercado, planejamento e oportunidades no Turismo Adaptado, mostrando que o turista especial constitui um público bastante diverso, composto pos pessoas com deficiência e idosos.

São Vinte e cinco milhões de pessoas que, embora tenham alta renda, até então não é reconhecido pelo nosso setor turístico como um importante nicho de mercado.

            O evento é uma realização do Sebrae, e acontecerá no dia 2 de dezembro de 2009, no Auditório Gimmy da FUNAD em João Pessoa. Maiores informações através do telefone (83) 2108-1256.

 

PROGRAMAÇÃO

 

08h00 Credenciamento e coffe break

 

08h30 Abertura

 

09h30 Palestra: O panorama atual da política em atenção a Pessoa com Deficiência em João Pessoa e ações voltadas para a implantação do turismo adaptado

Claudete Gomes dos Santos

Centro Municipal de Inclusão

CRMIPD/PMPJ

 

10h00 Palestra: Como preparar um destino turístico para atender ao Turismo Adaptado

Ricardo Shimosakai

Empresário Freeway Acessível e agente de viagens – São Paulo/SP

 

11h00 Debate

 

11h30 Intervalo para o almoço

 

14h00 Palestra: Hotel-fazenda Campo dos Sonhos – um caso de sucesso em Turismo Adaptado

José Fernandes Franco

Empresário do Hotel-fazenda Campo dos Sonhos – Socorro/SP

 

15h00 Debate

 

15h30 Coffe Break

 

16h00 Palestra: Resort Mussulo by Mantra – uma experiência paraibana em acessibilidade – Conde/PB

Antônio Gualberto – professor e consultor em acessibilidade

Mário Lyra – Arquiteto

Margareth Ausier – gerente do Resort Mussulo by Mantra

 

17h00 Palestra: Dispositivo legal para acessibilidade nos equipamentos e serviços turísticos

Dr. Valberto Lira

Promotor de defesa dos direitos do cidadão – Ministério Público da Paraíba

 

18h00 Encerramento



Escrito por Ricardo Shimosakai às 16h09
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1ª SEMANA GAÚCHA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

A Revista Nacional de Reabilitação - Reação promove a 1ª Semana Gaúcha da Pessoa com Deficiência, ocorrerá no auditório (H) no Campus de Humanas da UCS. Dia 3 de dezembro a tarde, haverá a palestra de Ricardo Shimosakai, Bacharel em turismo, Diretor da Turismo Adaptado, coordenador da Freeway Acessível, membro da SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality), ENAT (European Network for Accessible Tourism), Brazilian Adventure Society e da Rede Internamericana de Turismo Acessível.

Programação:

DIA 30 DE NOVEMBRO SEGUNDA-FEIRA - AS 09 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS
DRA. IZABEL MAIOR – CORDE – BRASíLIA/DF
Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência
Secretaria especial dos direitos humanos – presidência da república

DR. GERALDO NOGUEIRA – CVI–RI – RIO DE JANEIRO/RJ
Advogado especialista em direito da pessoa com deficiência, Cadeirante, diretor jurídico do
CVI-Brasil e Representante oficial da RI-Rehabilitation International/EUA (Brasil e Am. Latina)

CARLOS ROBERTO PERL – INIS – SÃO PAULO/SP
Presidente do INIS – Instituto Nacional de Inclusão Social, membro do Conselho dos Surdos e
do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Estado de São Paulo,
Vice-Presidente do Núcleo 1 – SP/Capital e consultor da Comissão dos Direitos de PPDs da OAB/SP

DIA 01 DE DEZEMBRO TERÇA-FEIRA - AS 14 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE EMPREGABILIDADE (LEI DE COTAS)
ADRIANO BANDINI – CAMPOS GESTÃO – SÃO PAULO/SP
Psicólogo com experiência clínica, escolar e organizacional, especializado em educação, gestão de pessoas, T&D e liderança. Professor de psicologia com mais de
10 anos desenvolvendo e aplicando projetos de inclusão. É consultor em empresas de médio e grande porte nas questões de empregabilidade, contratação e treinamento de pessoas com deficiência (desenvolve treinamento pessoal e em equipe)

MARA DI MAIO – REVISTA REAÇÃO – SÃO PAULO/SP
Bacharel em Letras e em Direito, especialista em direito de PPDs e colaboradora da Revista REAÇÃO para assuntos de Empregabilidade de pessoas com deficiências

DIA 02 DE DEZEMBRO QUARTA-FEIRA - AS 14 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA

ROMEU KAZUMI SASSAKI – CONSULTOR - SÃO PAULO/SP
Consultor e autor de livros de Inclusão Social. Consultor Técnico da Revista REAÇÃO há mais de 12 anos. É a maior referência brasileira em educação inclusiva e um dos principais nomes em todo o mundo no assunto, sendo reverenciado e convidado para palestras sobre o tema em todo o Brasil, América Latina, EUA e Europa.

DIA 03 DE DEZEMBRO QUINTA-FEIRA - AS 14 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE ACESSIBILIDADE URBANA E TURISMO

RICARDO SHIMOSAKAI – SATH/EUA – SÃO PAULO|SP
Formado em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi, é paraplégico e se dedica ao Turismo Acessível para pessoas com deficiência. É um dos criadores da ONG Turismo Adaptado, é membro
da SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality), Brazilian Adventure Society e da Rede Internamericana de Turismo Acessível.

SILVANA CAMBIAGHI – ABNT/PMSP - SÃO PAULO|SP
Arquiteta, desenvolve trabalho na Prefeitura de São Paulo sobre acessibilidade ao meio físico. Realiza palestras sobre o assunto no Brasil e Exterior. Participa da revisão da NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT sobre Adequação de Edificaçãos e Mobiliários Urbano para Pessoas Portadoras de Deficiências. Foi Curada da "Sala Especial de Acessibilidade ao Meio Físico" na
3ª Bienal Internacional de Arquitetura. Docente dos cursos de Acessibilidade na Fupam-FAUUSP e SENAC. Autora do livro 'Desenho universal (métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas)

COQUETEL DE LANÇAMENTO OFICIAL APÓS ÀS 18 HS. (previsão do termino às 22 HS no maximo).

COM A PRESENÇA DE AUTORIDADES CONVIDADAS, REPRESENTANTES DE ENTIDADES DE TODO O ESTADO, PERSONALIDADES, EXPOSITORES, APOIADORES, PATROCINADORES, PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS, FAMILIARES, PROFISSIONAIS DA ÁREA, PARCEIROS E IMPRENSA... ABERTURA COM HINO NACIONAL E HINO DO RIO GRANDE DO SUL APRESENTADOS PELO CORAL DA APADEV !!!

DIA 04 DE DEZEMBRO SEXTA-FEIRA – A PARTIR DAS 18 HS (previsão do termino às 22 HS no maximo).
GINASIO PRINCIPAL DE ESPORTE DA UCS

MAGIC HANDS BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS JOGO APRESENTAÇÃO E MAGIC HANDS x SELEÇÃO DE CAXIAS DO SUL.

E LOGO EM SEGUIDA – GRANDE SHOW DE ENCERRAMENTO DO EVENTO.

“CEGUINHO É A MÃE” COM O HUMORISTA CEGO GERALDO MAGELA



Escrito por Ricardo Shimosakai às 03h30
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CVC, um exemplo de preconceito e discriminação no turismo

Este documento é uma cópia do documento original da ação contendo uma descrição resumida da problemática envolvida.

            Minha primeira viagem internacional após ter adquirido minha deficiência, e a primeira vez que iria visitar a Europa. Era realmente um sonho a ser realizado. Para isso, pensei em procurar auxílio, por certa insegurança em enfrentar barreiras num local desconhecido e também por uma questão de conforto, pois não tinha tempo suficiente para planejar essa viagem sozinho devido ao meu trabalho, pensei em procurar uma agência de grande porte, pois pensava que tendo uma estrutura maior, estaria mais preparada para me atender. Ainda tinha dúvidas em qual roteiro escolher, então fui pessoalmente até uma das agências da CVC no Shopping Santa Cruz em São Paulo, pedir mais informações e ouvir algumas opiniões do atendente. Algumas horas e diversas perguntas depois cheguei a uma decisão, escolhendo um roteiro que compreendia Portugal, Espanha, França e Inglaterra num pacote de 27 dias, que se iniciaria no final de julho até meados de agosto. Somente algumas dúvidas por parte do atendente, como por exemplo, em relação à hospedagem, e eu dizia que não haveria problema, se o local tivesse acessibilidade eu saberia me cuidar sozinho sem a ajuda de ninguém. Ele me garantiu que não haveria problema, então foi marcado o dia e o horário do embarque. Ele foi arrumar a documentação, mas após um espaço de tempo veio me informar, que estava com um pequeno problema e que não poderia me fornecer o contrato naquele momento, e que o mesmo seria enviado a minha residência através de um motoboy.

 

            Na minha ingenuidade, não vi nada demais, então retornei à minha casa para já ir pensando nas coisas que iria levar, pensando nos lugares que iria visitar, enquanto aguardava a entrega do contrato. O tempo foi passando, e a uma semana do embarque, resolvi me dirigir novamente a agência para verificar o que estava ocorrendo. Chegando ao local, disse que já estava totalmente preparado para viajar, tanto materialmente como psicologicamente, mas estava preocupado, pois o contrato ainda não tinha sido entregue como prometido, e por isso ainda não tinha pagado pelo serviço. Perguntei se estava tudo bem, pois viajar sem pagar não era o problema, mas queria ter certeza de que tudo estava bem, como acordado inicialmente.

            Foi quando ouvi uma das respostas mais fortes de minha vida: “Senhor, me desculpe. Infelizmente como você irá dar muito trabalho a nós, então se quiser ir viajar, terá obrigatoriamente que arranjar um acompanhante!”. Essas palavras doeram mais que um soco de Mike Tyson. Uma mistura de susto e raiva tomou conta de mim, e então comecei a elevar minha voz indignado e pedindo explicações, afinal se eles não teriam condições de me levar, isso deveria que ser informado no momento em que fui pedir informações, e não quase às vésperas do embarque. Porém, via uma expressão de “sinto muito” na face desse atendente, que parecia não compreender a gravidade daquilo que estava fazendo. Foi uma desilusão enorme, pois não estava saindo no período de minhas férias inteira, economizando o dinheiro para gastar em minha viagem.

            Depois de me recuperar desse acontecimento, pensei que teria que fazer algo, pois isso me feria por diversos lados. Pessoalmente, pois estragou a realização de um grande sonho, e profissionalmente, pois já era bem envolvido em trabalhar as questões do turismo acessível, então estava decidido a fazer algo para não deixar isso passar em branco. Decidi procurar um advogado, e acabei entrando em contato com Roberto Bolonhini Júnior, um advogado cego que também lutava pelo direito das pessoas com deficiência. Após uma conversa, ele me explicou que, como eu não tinha nenhuma prova, pois me foi dado somente um orçamento da viagem, e também não tinha uma testemunha, pois todas as etapas estavam sendo vistas pessoalmente por mim, pois iria viajar sem nenhum acompanhante, então seria difícil mover um processo, pois seria minha palavra contra a deles.

            Mesmo assim não queria desistir. Então resolvi entrar com uma ação no Juizado Especial Cível, onde não teria gastos com as questões de auxílio judicial, e onde geralmente os casos se resolvem em um espaço de tempo mais curto, embora a quantia de dinheiro a ser requerida tenha um limite máximo 40 salários mínimos. Juizado Especial Cível é conhecido popularmente como Juizado de Pequenas Causas, porém considero o fato ocorrido comigo mais um acontecimento especial e não uma pequena causa. Primeiro há uma primeira audiência, onde é tentado um acordo entre as duas partes. Caso não cheguem a nenhum resultado, é marcada uma segunda audiência, onde a decisão cabe ao Juiz. E foi o rumo que meu caso tomou.

            Nesta segunda audiência, o Juiz olhando rapidamente as informações fornecidas a ele, disse que teria que precisaria de mais dados concretos para ter uma base mais sólida e assim tomar uma decisão justa. Então ele nos disse que naquele momento, iria ligar para quatro agências da rede CVC escolhidas por mim, e se passar por um cliente com as mesmas características que eu, paraplégico usuário de cadeira de rodas, um turista sem acompanhante, buscando um pacote para Portugal, Espanha, França e Inglaterra, pedindo informações e principalmente verificando se a agência, que tem procedimentos e atendimentos padrão em toda a rede, confirmaria minha viagem com todas essas minhas características. A atendente da primeira agência ficou em dúvida, e apesar de achar que não haveria problema, disse que precisaria confirmar essa informação com seu gerente. Porém, nas três agências seguintes, as atendentes afirmaram que não haveria nenhum problema apesar das características apresentadas, e o juiz fez questão de repetir tais características mais de uma vez e pedir novamente a confirmação, para que não houvesse a desculpa de uma falha compreensão por parte do atendente. Diante desses fatos, o Juiz concluiu que a empresa não tem cuidado ao atender pessoas com deficiência, gerando expectativas e até confirmando a viabilidade da viagem, mas depois proibindo que esta pessoa a realize. Ou seja, um inaceitável exemplo de danos morais, sem contar outras questões em que esse caso poderia se enquadrar, como preconceito, discriminação, e outras atitudes condenadas na legislação brasileira e até mesmo em documentos internacionais.

            Foi dado ganho de causa a mim, porém a maior vitória foi mostrar, representando as pessoas com deficiência que somos pessoas fortes, e exigimos que sejamos tratados com dignidade. O incidente não modificou em nada o pensamento da rede CVC, pois sei que este assunto nem saiu da filial do Shopping Santa Cruz e não chegou aos ouvidos das pessoas de decisão da empresa. Em eventos que encontro a CVC expondo, costumo questionar, como se fosse uma pessoa desinformada, se eles me levariam para viajar numa bela excursão para Europa, e até hoje os atendentes insistem em dizer que estão preparados para me levar.

            As explicações da gerência da agência, era que eles estavam pensando no meu bem, queriam que eu me sentisse confortável e que não tivesse nenhum tipo de problema na viagem. Mas a agência não tem como dizer o que é bom para mim ou não, pois a única pessoa que conhece minhas dificuldades ou capacidades sou eu, e eles só podem me dar conselhos. Ouvindo essa explicação, tive a certeza que estavam pensando no bem deles, pois preconceituosamente pensavam que minha presença iria trazer desconforto e problemas a eles. Seguindo a linha de pensamento da ONU, referente aos direitos das pessoas com deficiência, deficiente é o estabelecimento, que não tem capacidade para levar uma pessoa com deficiência através do serviço que oferecem.

            Hilário ainda, é o slogan que a empresa utiliza: “Sonhe com o mundo. A gente leva você”, pois o único lugar que me levaram foi ao tribunal. Algum tempo depois, realizei esse sonho sem ajuda de ninguém, pois percebi que agências despreparadas, ao invés de me auxiliar, só iriam me trazer mais complicações. Fiz o mesmo roteiro que havia escolhido na agência, que inclui Portugal, Espanha, França e Inglaterra, e realizei todos os procedimentos de uma empresa no agenciamento de um turista. Pesquisei hospedagens adaptadas, atrativos turísticos acessíveis, transporte, câmbio, seguro, enfim tudo. Foi um grande aprendizado que serviu para minha valorização pessoal e profissional, pois consegui fazer sozinho o que uma agência desse porte nem teve coragem em tentar, serviu também para mostrar ao mercado turístico e às próprias pessoas com deficiência, que o prazer de viajar é possível a todos.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 20h21
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Freeway Acessível, Turismo para Todos

 

 

 

Toda vez que uma pessoa com deficiência telefonava para perguntar se a agência tinha pacotes preparados seguindo princípios de acessibilidade, Sônia Weblowsky, sócia da Freeway, era obrigada a dizer não, e isso a deixava muito incomodada. Entretanto, no início de 2004 Sônia pôs na cabeça que iria mudar essa situação e passar a atender essas pessoas. Assim começou uma plano de sucesso, que hoje em dia serve de exemplo, pois a Freeway, agora com o departamento Freeway Acessível consolidado, é a única operadora a criar pacotes de turismo com acessibilidade para destinos brasileiros.

Para oferecer esse serviço de qualidade, conta com a experiência de mais de 26 anos no mercado turístico da Freeway Brasil, e mais a vivência de Ricardo Shimosakai, Diretor da Turismo Adaptado e coordenador da Freeway Acessível, Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi/ Laureate International Universities e atuante em diversas questões relacionadas à pessoa com deficiência. Além da preocupação em espalhar esse conhecimento através de portais digitais EcoViagem, Diário do Turismo e revista Reação, também é membro de entidades importantes como o Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, Rede Interamericana de Turismo Acessível, SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality) e da ENAT (European Network for Accessible Tourism).

Apesar das pessoas com deficiência representarem quase 15% do total da população brasileira, segundo o Censo de 2000, é muito raro encontrar uma operadora turística que trabalhe com esse segmento de uma forma séria e com qualidade. Visualizando essa grande falha no mercado, a Freeway Acessível desenvolve pacotes turísticos acessíveis para diversos lugares do Brasil e exterior. É levado em conta o nível de dificuldade e habilidade de cada pessoa, para verificar a melhor maneira de oferecer os produtos e serviços turísticos à pessoa com deficiência, e assim tornar a viagem uma realidade para se guardar na memória pelo resto da vida.

A Freeway já realizou projetos onde procura incluir pessoas com diversos tipos de deficiência no turismo. O Projeto Ver-o-gol foi inspirado na experiência do Bayer04 Leverkusen, da Alemanha, 15 pessoas com deficiência visual com 10 acompanhantes e um cão-guia, tiveram a oportunidade de assistir um jogo no estádio do Morumbi Os espectadores com deficiência visual foram conduzidos em grupo para o estádio, onde receberam rádios da ESPN, com os quais ouviram a narração do jogo, e torceram fanaticamente. No intervalo, alguns foram levados à cabine de transmissão, onde partilharam experiências com o narrador Reinaldo Costa e puderam falar ao público via Rádio Eldorado / ESPN. Ao final da partida, os participantes do projeto entraram no vestiário do São Paulo e viram de perto seus ídolos, que os receberam com carinho e respeito.

O Roteiro Caipira foi um passeio de um dia inteiro pelas fazendas da região de Itu (SP), com direito a almoço feito no fogão a lenha, doces caseiros e muito contato com a natureza. Pessoas com deficiências (visual, auditiva, amputados e cadeirantes, paraplégicos ou tetraplégicos), assim como seus familiares e amigos, puderam conhecer diversas fazendas, passando por antigos engenhos de açúcar e cultivos de café, além de realizar um passeio pela Trilha das Borboletas.

O passeio em Ubatuba, também proporcionou diversas experiências como fazer trilha, mergulhar, andar de escuna e conhecer o Parque Estadual da Ilha Anchieta, um rico patrimônio histórico natural. O Projeto Tamar que realiza um trabalho de preservação das tartarugas marinhas, também foi outra grande atração deste passeio. O passeio não era restrito apenas aos deficientes, fato que possibilita um ótimo momento de integração e entre todos os turistas.

Para conhecer melhor os Roteiros Acessíveis da Freeway, acesse o link abaixo. Caso tenha o desejo de visitar algum destino que não esteja em nossa página, entre em contato com Ricardo Shimosakai através do email: ricardo@freeway.tur.br ou pelo telefone (11)5088-0999.

http://www.freeway.tur.br/editor/web/nacional_ppd_2.asp?cod=1&codm=0&lang=



Escrito por Ricardo Shimosakai às 22h18
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SEMINÁRIO DE TURISMO ADAPTADO - UFSCar SESC SOROCABA

As discussões sobre o turismo adaptado tornaram-se atualmente uma tendência mundial, fazendo com que diversos países desenvolvessem as mudanças necessárias para a inclusão e participação de todos nos processos que envolvem as atividades turísticas. No Brasil, essa questão ainda é pouco explorada. Assim, o SESC Sorocaba, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos – UFSCar / Campus Sorocaba, abrirá um espaço para tratar de outra forma de diversidade, fomentando discussões, promovendo a conscientização e viabilizando propostas a fim de incluir os portadores de necessidades especiais na prática de atividades turísticas sustentáveis.


10h00 - Realidade, progressos e regressos do turismo adaptado no Brasil
Com o turismólogo Ricardo Shimosakai, que ficou paraplégico após levar um tiro em um seqüestro relâmpago e, desde então, se dedica a tornar o turismo acessível às pessoas com deficiência. Também é um dos criadores da ONG Turismo Adaptado, e neste bate-papo apresentará a situação de nosso país e as possibilidades previstas para essa prática.

13h00 - COMO O TURISMO ADAPTADO É TRATADO PELO PODER PÚBLICO?
Com Mara Gabrilli, vereadora da cidade de São Paulo, que luta por melhores condições aos portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida, dificuldade encontrada por ela, que é cadeirante e Carlos Tavares, do Departamento de Turismo de Socorro (SP), que acompanhou o processo de adaptação da cidade desde o inicio do projeto. Mediação do Prof. Thiago Allis.

15h00 - O PAPEL DAS ONGS NA BUSCA POR UM TURISMO INCLUSIVO
Neste debate, Dadá Moreira, integrante da ONG Aventura Especial – Grupo Terra, discute suas experiêncas com o público e apresenta o trabalho que realiza com portadores de necessidades visuais.

 

Local: Campus UFSCar Sorocaba. End. Rod. João Leme dos Santos, Km 110. Inscrições antecipadas na Central de Atendimento do SESC.
Dia(s) 11/11 Quarta, às 10h.
SESC Sorocaba



Escrito por Ricardo Shimosakai às 22h18
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Copa do Mundo, para todo mundo

Copa do Mundo, para todo mundo

Esta matéria foi escrita para a Revista Reação - Revista Nacional de Reabilitação, Ano XIII, número 70, edição bimestral de setembro/outubro. São Paulo: Editora C&G 12 Comunicação e Marketing, p. 40-42, setembro de 2009.

No dia 30 de Outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Em maio de 2009, foi anunciada as 12 cidades sede que receberão os jogos da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Dentre as 12 cidades escolhidas, 4 a 6 delas deverão receber também a Copa das Confederações 2013, evento que seve como teste para a Copa. Os estádios de Natal, Recife e Salvador serão construidos especialmente para a Copa. Apesar de ainda não estarem definidas, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro são as mais cotadas para receber os jogos de abertura e encerramento da Copa do Mundo, respectivamente. O Ministério do Turismo é o principal órgão do Governo Federal na organização do evento, e os critérios para a escolha das cidades fizeram parte de uma estratégia, visando o favorecimento do turismo nas regiões que receberão o evento.

A FIFA convocou em agosto, todos os arquitetos e coordenadores da organização da Copa de 2014 para uma reunião de ajuste dos projetos de estádios. Um documento enviado pela direção da FIFA na Suíça tinha diversas diretrizes referentes à parte arquitetônica dos estádios, inclusive orientações precisas sobre acessibilidade, com o objetivo de fazer uma Copa 100% acessível. E estabelece que o edital de licitação preveja a adequação das instalações físicas dos estádios para a norma NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos). Apesar da acessibilidade nos estádios já estar prevista em nossa legislação há algum tempo, como no decreto 5.296 e até em documentos mais específicos, como o Estatuto do Torcedor, somente agora o Brasil resolve tomar uma atitude mais abrangente. A acessibilidade é um item obrigatório para os países sedes, onde isso é deixado claro já na fase da candidatura, então o comitê de organização da Copa de 2014 no Brasil sabe de suas obrigações, agora só resta cumpri-las de forma correta.

            A Freeway Brasil realizou o Projeto Ver-o-Gol, onde levou um grupo 15 de pessoas com deficiência visual com 10 acompanhantes e um cão guia, para assistir um jogo de futebol no estádio do Morumbi, onde receberam rádios da ESPN, com os quais ouviram a narração do jogo. No estádio, o grupo ficou no setor térreo vermelho do Morumbi, reservado e preparado para pessoas cegas. Esta iniciativa foi inspirada na experiência do Bayer04 Leverkusen da Alemanha em 1999. “Estes torcedores simplesmente vêem com os ouvidos”, afirmou Andréas Paffrath, encarregado das relações com os simpatizantes deste clube. O sistema foi aplicado nos 12 estádios que receberam jogos da Copa do Mundo na Alemanha em 2006, e em cada uma das 64 partidas do Mundial. Em cada um deles foram reservados 10 locais para cegos, deficientes visuais e seus acompanhantes. Atualmente a acessibilidade para pessoas com deficiência visual já está presente em 95% dos estádios alemães da 1ª divisão, graças à parceria com a ONG Fanclub - Sehhunde, especializada em pessoas cegas. A Freeway é uma agência de turismo pioneira na criação de roteiros turísticos acessíveis no Brasil, e atenta às questões de acessibilidade e inclusão no turismo através do departamento Freeway Acessível.

            Porém a Copa não se resume somente aos jogos nos estádios. Segurança, transporte, hospedagem são outros itens importantes que compõem toda a infraestrutura necessária para a cidade receber um evento desse porte. Quase a totalidade dos hotéis brasileiros não cumpre a norma da ABNT onde é indicada que, pelo menos 5% do total dos dormitórios devem ser acessíveis. Existe também a possibilidade de se hospedar num navio cruzeiro, onde a acessibilidade é considerada muito boa.

            Marcio Fortes, Ministro das Cidades, disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana está sendo arquitetado pelo governo federal para impulsionar a qualidade do transporte para a Copa do Mundo de 2014. Segundo Fortes, há um cronograma a ser cumprido, mas, diferente daquilo que muitos pensam, os trabalhos que serão realizados não resolverão definitivamente os problemas do transporte público das cidades sedes. “Estaremos focados em desenvolver projetos para elevar a qualidade do deslocamento das torcidas apenas no âmbito do evento esportivo mundial, para isso o modal de ônibus tem muita importância e as tecnologias apresentadas terão papel fundamental”, revela o ministro. Para ele, a palavra chave de todo esse processo é ‘acessibilidade’. “Tenho notado que as montadoras estão aplicando sistemas tecnológicos importantes para o setor, mas o tema tem que estar no coração. Temos que ter cuidado com os nossos semelhantes com dificuldades de locomoção. E nessa vertente, surge os projetos para facilitar a entrada nos ônibus”, salienta.

            Na África do Sul, local onde será realizada a Copa do Mundo de 2010, há um plano especial para pessoas com problemas de acessibilidade. O estádio possui 100 lugares para elas, com mais 100 assentos para seus acompanhantes. Neste caso as pessoas poderão ir com seu próprio carro até o estacionamento e utilizar os veículos especiais que realizarão o transporte dos cadeirantes e outras pessoas com problemas de locomoção até os estádios.

            Assistir à Copa do Mundo é um sonho para muitos, mas certamente poucos brasileiros poderão realizá-lo, mesmo em 2014, quando o campeonato acontece no Brasil. O preço e a dificuldade de acesso aos ingressos fazem com que assistir a uma partida de um dos maiores eventos esportivos do planeta seja realmente uma façanha para poucos, e ricos. Atenta a isso, em 2006 na Alemanha, a Fifa criou as “Fan Fest”, grandes eventos com telões espalhados pelas cidades do país anfitrião, para tentar resolver o problema e, de quebra, faturar mais algum trocado. Ao todo, foram mais de 18 milhões de fãs que viram as partidas nestes locais, seis vezes mais do que os que compareceram nos estádios germânicos.

            Desviando um pouco do eixo, mas continuando a tratar de grandes eventos esportivos e respeitando as devidas proporções, Barcelona quando sediou as Paraolimpíadas em 1992, fez uma grande reforma que permanece até hoje, sendo reconhecida como uma das cidades mais acessíveis do mundo, enquanto que o Rio de Janeiro que sediou os Jogos Parapanamericanos em 2007, continua com as mesmas dificuldades de antes. Para alcançar o sucesso na realização de um grande evento, é preciso um grande planejamento. Mas que seja um planejamento para deixar um legado permanente, pois fazer alguma modificação que seja temporária, somente para cumprir normas estabelecidas pela organização da Copa do Mundo, é pensar pequeno. Assim como a deficiência das pessoas não acabam com o final do evento, a infraestrutura criada para um evento tão nobre, também deveriam ser permanente.

 

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 17h41
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