João Pessoa preparando-se para ser um destino do Turismo Adaptado

 

 

O 1° Encontro Paraibano de Turismo Adaptado tem por objetivo discutir questões como, mercado, planejamento e oportunidades no Turismo Adaptado, mostrando que o turista especial constitui um público bastante diverso, composto pos pessoas com deficiência e idosos.

São Vinte e cinco milhões de pessoas que, embora tenham alta renda, até então não é reconhecido pelo nosso setor turístico como um importante nicho de mercado.

            O evento é uma realização do Sebrae, e acontecerá no dia 2 de dezembro de 2009, no Auditório Gimmy da FUNAD em João Pessoa. Maiores informações através do telefone (83) 2108-1256.

 

PROGRAMAÇÃO

 

08h00 Credenciamento e coffe break

 

08h30 Abertura

 

09h30 Palestra: O panorama atual da política em atenção a Pessoa com Deficiência em João Pessoa e ações voltadas para a implantação do turismo adaptado

Claudete Gomes dos Santos

Centro Municipal de Inclusão

CRMIPD/PMPJ

 

10h00 Palestra: Como preparar um destino turístico para atender ao Turismo Adaptado

Ricardo Shimosakai

Empresário Freeway Acessível e agente de viagens – São Paulo/SP

 

11h00 Debate

 

11h30 Intervalo para o almoço

 

14h00 Palestra: Hotel-fazenda Campo dos Sonhos – um caso de sucesso em Turismo Adaptado

José Fernandes Franco

Empresário do Hotel-fazenda Campo dos Sonhos – Socorro/SP

 

15h00 Debate

 

15h30 Coffe Break

 

16h00 Palestra: Resort Mussulo by Mantra – uma experiência paraibana em acessibilidade – Conde/PB

Antônio Gualberto – professor e consultor em acessibilidade

Mário Lyra – Arquiteto

Margareth Ausier – gerente do Resort Mussulo by Mantra

 

17h00 Palestra: Dispositivo legal para acessibilidade nos equipamentos e serviços turísticos

Dr. Valberto Lira

Promotor de defesa dos direitos do cidadão – Ministério Público da Paraíba

 

18h00 Encerramento



Escrito por Ricardo Shimosakai às 16h09
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1ª SEMANA GAÚCHA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

A Revista Nacional de Reabilitação - Reação promove a 1ª Semana Gaúcha da Pessoa com Deficiência, ocorrerá no auditório (H) no Campus de Humanas da UCS. Dia 3 de dezembro a tarde, haverá a palestra de Ricardo Shimosakai, Bacharel em turismo, Diretor da Turismo Adaptado, coordenador da Freeway Acessível, membro da SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality), ENAT (European Network for Accessible Tourism), Brazilian Adventure Society e da Rede Internamericana de Turismo Acessível.

Programação:

DIA 30 DE NOVEMBRO SEGUNDA-FEIRA - AS 09 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS
DRA. IZABEL MAIOR – CORDE – BRASíLIA/DF
Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência
Secretaria especial dos direitos humanos – presidência da república

DR. GERALDO NOGUEIRA – CVI–RI – RIO DE JANEIRO/RJ
Advogado especialista em direito da pessoa com deficiência, Cadeirante, diretor jurídico do
CVI-Brasil e Representante oficial da RI-Rehabilitation International/EUA (Brasil e Am. Latina)

CARLOS ROBERTO PERL – INIS – SÃO PAULO/SP
Presidente do INIS – Instituto Nacional de Inclusão Social, membro do Conselho dos Surdos e
do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Estado de São Paulo,
Vice-Presidente do Núcleo 1 – SP/Capital e consultor da Comissão dos Direitos de PPDs da OAB/SP

DIA 01 DE DEZEMBRO TERÇA-FEIRA - AS 14 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE EMPREGABILIDADE (LEI DE COTAS)
ADRIANO BANDINI – CAMPOS GESTÃO – SÃO PAULO/SP
Psicólogo com experiência clínica, escolar e organizacional, especializado em educação, gestão de pessoas, T&D e liderança. Professor de psicologia com mais de
10 anos desenvolvendo e aplicando projetos de inclusão. É consultor em empresas de médio e grande porte nas questões de empregabilidade, contratação e treinamento de pessoas com deficiência (desenvolve treinamento pessoal e em equipe)

MARA DI MAIO – REVISTA REAÇÃO – SÃO PAULO/SP
Bacharel em Letras e em Direito, especialista em direito de PPDs e colaboradora da Revista REAÇÃO para assuntos de Empregabilidade de pessoas com deficiências

DIA 02 DE DEZEMBRO QUARTA-FEIRA - AS 14 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA

ROMEU KAZUMI SASSAKI – CONSULTOR - SÃO PAULO/SP
Consultor e autor de livros de Inclusão Social. Consultor Técnico da Revista REAÇÃO há mais de 12 anos. É a maior referência brasileira em educação inclusiva e um dos principais nomes em todo o mundo no assunto, sendo reverenciado e convidado para palestras sobre o tema em todo o Brasil, América Latina, EUA e Europa.

DIA 03 DE DEZEMBRO QUINTA-FEIRA - AS 14 ÀS 18 HS SEMINÁRIO DE ACESSIBILIDADE URBANA E TURISMO

RICARDO SHIMOSAKAI – SATH/EUA – SÃO PAULO|SP
Formado em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi, é paraplégico e se dedica ao Turismo Acessível para pessoas com deficiência. É um dos criadores da ONG Turismo Adaptado, é membro
da SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality), Brazilian Adventure Society e da Rede Internamericana de Turismo Acessível.

SILVANA CAMBIAGHI – ABNT/PMSP - SÃO PAULO|SP
Arquiteta, desenvolve trabalho na Prefeitura de São Paulo sobre acessibilidade ao meio físico. Realiza palestras sobre o assunto no Brasil e Exterior. Participa da revisão da NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT sobre Adequação de Edificaçãos e Mobiliários Urbano para Pessoas Portadoras de Deficiências. Foi Curada da "Sala Especial de Acessibilidade ao Meio Físico" na
3ª Bienal Internacional de Arquitetura. Docente dos cursos de Acessibilidade na Fupam-FAUUSP e SENAC. Autora do livro 'Desenho universal (métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas)

COQUETEL DE LANÇAMENTO OFICIAL APÓS ÀS 18 HS. (previsão do termino às 22 HS no maximo).

COM A PRESENÇA DE AUTORIDADES CONVIDADAS, REPRESENTANTES DE ENTIDADES DE TODO O ESTADO, PERSONALIDADES, EXPOSITORES, APOIADORES, PATROCINADORES, PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS, FAMILIARES, PROFISSIONAIS DA ÁREA, PARCEIROS E IMPRENSA... ABERTURA COM HINO NACIONAL E HINO DO RIO GRANDE DO SUL APRESENTADOS PELO CORAL DA APADEV !!!

DIA 04 DE DEZEMBRO SEXTA-FEIRA – A PARTIR DAS 18 HS (previsão do termino às 22 HS no maximo).
GINASIO PRINCIPAL DE ESPORTE DA UCS

MAGIC HANDS BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS JOGO APRESENTAÇÃO E MAGIC HANDS x SELEÇÃO DE CAXIAS DO SUL.

E LOGO EM SEGUIDA – GRANDE SHOW DE ENCERRAMENTO DO EVENTO.

“CEGUINHO É A MÃE” COM O HUMORISTA CEGO GERALDO MAGELA



Escrito por Ricardo Shimosakai às 03h30
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CVC, um exemplo de preconceito e discriminação no turismo

Este documento é uma cópia do documento original da ação contendo uma descrição resumida da problemática envolvida.

            Minha primeira viagem internacional após ter adquirido minha deficiência, e a primeira vez que iria visitar a Europa. Era realmente um sonho a ser realizado. Para isso, pensei em procurar auxílio, por certa insegurança em enfrentar barreiras num local desconhecido e também por uma questão de conforto, pois não tinha tempo suficiente para planejar essa viagem sozinho devido ao meu trabalho, pensei em procurar uma agência de grande porte, pois pensava que tendo uma estrutura maior, estaria mais preparada para me atender. Ainda tinha dúvidas em qual roteiro escolher, então fui pessoalmente até uma das agências da CVC no Shopping Santa Cruz em São Paulo, pedir mais informações e ouvir algumas opiniões do atendente. Algumas horas e diversas perguntas depois cheguei a uma decisão, escolhendo um roteiro que compreendia Portugal, Espanha, França e Inglaterra num pacote de 27 dias, que se iniciaria no final de julho até meados de agosto. Somente algumas dúvidas por parte do atendente, como por exemplo, em relação à hospedagem, e eu dizia que não haveria problema, se o local tivesse acessibilidade eu saberia me cuidar sozinho sem a ajuda de ninguém. Ele me garantiu que não haveria problema, então foi marcado o dia e o horário do embarque. Ele foi arrumar a documentação, mas após um espaço de tempo veio me informar, que estava com um pequeno problema e que não poderia me fornecer o contrato naquele momento, e que o mesmo seria enviado a minha residência através de um motoboy.

 

            Na minha ingenuidade, não vi nada demais, então retornei à minha casa para já ir pensando nas coisas que iria levar, pensando nos lugares que iria visitar, enquanto aguardava a entrega do contrato. O tempo foi passando, e a uma semana do embarque, resolvi me dirigir novamente a agência para verificar o que estava ocorrendo. Chegando ao local, disse que já estava totalmente preparado para viajar, tanto materialmente como psicologicamente, mas estava preocupado, pois o contrato ainda não tinha sido entregue como prometido, e por isso ainda não tinha pagado pelo serviço. Perguntei se estava tudo bem, pois viajar sem pagar não era o problema, mas queria ter certeza de que tudo estava bem, como acordado inicialmente.

            Foi quando ouvi uma das respostas mais fortes de minha vida: “Senhor, me desculpe. Infelizmente como você irá dar muito trabalho a nós, então se quiser ir viajar, terá obrigatoriamente que arranjar um acompanhante!”. Essas palavras doeram mais que um soco de Mike Tyson. Uma mistura de susto e raiva tomou conta de mim, e então comecei a elevar minha voz indignado e pedindo explicações, afinal se eles não teriam condições de me levar, isso deveria que ser informado no momento em que fui pedir informações, e não quase às vésperas do embarque. Porém, via uma expressão de “sinto muito” na face desse atendente, que parecia não compreender a gravidade daquilo que estava fazendo. Foi uma desilusão enorme, pois não estava saindo no período de minhas férias inteira, economizando o dinheiro para gastar em minha viagem.

            Depois de me recuperar desse acontecimento, pensei que teria que fazer algo, pois isso me feria por diversos lados. Pessoalmente, pois estragou a realização de um grande sonho, e profissionalmente, pois já era bem envolvido em trabalhar as questões do turismo acessível, então estava decidido a fazer algo para não deixar isso passar em branco. Decidi procurar um advogado, e acabei entrando em contato com Roberto Bolonhini Júnior, um advogado cego que também lutava pelo direito das pessoas com deficiência. Após uma conversa, ele me explicou que, como eu não tinha nenhuma prova, pois me foi dado somente um orçamento da viagem, e também não tinha uma testemunha, pois todas as etapas estavam sendo vistas pessoalmente por mim, pois iria viajar sem nenhum acompanhante, então seria difícil mover um processo, pois seria minha palavra contra a deles.

            Mesmo assim não queria desistir. Então resolvi entrar com uma ação no Juizado Especial Cível, onde não teria gastos com as questões de auxílio judicial, e onde geralmente os casos se resolvem em um espaço de tempo mais curto, embora a quantia de dinheiro a ser requerida tenha um limite máximo 40 salários mínimos. Juizado Especial Cível é conhecido popularmente como Juizado de Pequenas Causas, porém considero o fato ocorrido comigo mais um acontecimento especial e não uma pequena causa. Primeiro há uma primeira audiência, onde é tentado um acordo entre as duas partes. Caso não cheguem a nenhum resultado, é marcada uma segunda audiência, onde a decisão cabe ao Juiz. E foi o rumo que meu caso tomou.

            Nesta segunda audiência, o Juiz olhando rapidamente as informações fornecidas a ele, disse que teria que precisaria de mais dados concretos para ter uma base mais sólida e assim tomar uma decisão justa. Então ele nos disse que naquele momento, iria ligar para quatro agências da rede CVC escolhidas por mim, e se passar por um cliente com as mesmas características que eu, paraplégico usuário de cadeira de rodas, um turista sem acompanhante, buscando um pacote para Portugal, Espanha, França e Inglaterra, pedindo informações e principalmente verificando se a agência, que tem procedimentos e atendimentos padrão em toda a rede, confirmaria minha viagem com todas essas minhas características. A atendente da primeira agência ficou em dúvida, e apesar de achar que não haveria problema, disse que precisaria confirmar essa informação com seu gerente. Porém, nas três agências seguintes, as atendentes afirmaram que não haveria nenhum problema apesar das características apresentadas, e o juiz fez questão de repetir tais características mais de uma vez e pedir novamente a confirmação, para que não houvesse a desculpa de uma falha compreensão por parte do atendente. Diante desses fatos, o Juiz concluiu que a empresa não tem cuidado ao atender pessoas com deficiência, gerando expectativas e até confirmando a viabilidade da viagem, mas depois proibindo que esta pessoa a realize. Ou seja, um inaceitável exemplo de danos morais, sem contar outras questões em que esse caso poderia se enquadrar, como preconceito, discriminação, e outras atitudes condenadas na legislação brasileira e até mesmo em documentos internacionais.

            Foi dado ganho de causa a mim, porém a maior vitória foi mostrar, representando as pessoas com deficiência que somos pessoas fortes, e exigimos que sejamos tratados com dignidade. O incidente não modificou em nada o pensamento da rede CVC, pois sei que este assunto nem saiu da filial do Shopping Santa Cruz e não chegou aos ouvidos das pessoas de decisão da empresa. Em eventos que encontro a CVC expondo, costumo questionar, como se fosse uma pessoa desinformada, se eles me levariam para viajar numa bela excursão para Europa, e até hoje os atendentes insistem em dizer que estão preparados para me levar.

            As explicações da gerência da agência, era que eles estavam pensando no meu bem, queriam que eu me sentisse confortável e que não tivesse nenhum tipo de problema na viagem. Mas a agência não tem como dizer o que é bom para mim ou não, pois a única pessoa que conhece minhas dificuldades ou capacidades sou eu, e eles só podem me dar conselhos. Ouvindo essa explicação, tive a certeza que estavam pensando no bem deles, pois preconceituosamente pensavam que minha presença iria trazer desconforto e problemas a eles. Seguindo a linha de pensamento da ONU, referente aos direitos das pessoas com deficiência, deficiente é o estabelecimento, que não tem capacidade para levar uma pessoa com deficiência através do serviço que oferecem.

            Hilário ainda, é o slogan que a empresa utiliza: “Sonhe com o mundo. A gente leva você”, pois o único lugar que me levaram foi ao tribunal. Algum tempo depois, realizei esse sonho sem ajuda de ninguém, pois percebi que agências despreparadas, ao invés de me auxiliar, só iriam me trazer mais complicações. Fiz o mesmo roteiro que havia escolhido na agência, que inclui Portugal, Espanha, França e Inglaterra, e realizei todos os procedimentos de uma empresa no agenciamento de um turista. Pesquisei hospedagens adaptadas, atrativos turísticos acessíveis, transporte, câmbio, seguro, enfim tudo. Foi um grande aprendizado que serviu para minha valorização pessoal e profissional, pois consegui fazer sozinho o que uma agência desse porte nem teve coragem em tentar, serviu também para mostrar ao mercado turístico e às próprias pessoas com deficiência, que o prazer de viajar é possível a todos.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 20h21
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Freeway Acessível, Turismo para Todos

 

 

 

Toda vez que uma pessoa com deficiência telefonava para perguntar se a agência tinha pacotes preparados seguindo princípios de acessibilidade, Sônia Weblowsky, sócia da Freeway, era obrigada a dizer não, e isso a deixava muito incomodada. Entretanto, no início de 2004 Sônia pôs na cabeça que iria mudar essa situação e passar a atender essas pessoas. Assim começou uma plano de sucesso, que hoje em dia serve de exemplo, pois a Freeway, agora com o departamento Freeway Acessível consolidado, é a única operadora a criar pacotes de turismo com acessibilidade para destinos brasileiros.

Para oferecer esse serviço de qualidade, conta com a experiência de mais de 26 anos no mercado turístico da Freeway Brasil, e mais a vivência de Ricardo Shimosakai, Diretor da Turismo Adaptado e coordenador da Freeway Acessível, Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi/ Laureate International Universities e atuante em diversas questões relacionadas à pessoa com deficiência. Além da preocupação em espalhar esse conhecimento através de portais digitais EcoViagem, Diário do Turismo e revista Reação, também é membro de entidades importantes como o Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, Rede Interamericana de Turismo Acessível, SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality) e da ENAT (European Network for Accessible Tourism).

Apesar das pessoas com deficiência representarem quase 15% do total da população brasileira, segundo o Censo de 2000, é muito raro encontrar uma operadora turística que trabalhe com esse segmento de uma forma séria e com qualidade. Visualizando essa grande falha no mercado, a Freeway Acessível desenvolve pacotes turísticos acessíveis para diversos lugares do Brasil e exterior. É levado em conta o nível de dificuldade e habilidade de cada pessoa, para verificar a melhor maneira de oferecer os produtos e serviços turísticos à pessoa com deficiência, e assim tornar a viagem uma realidade para se guardar na memória pelo resto da vida.

A Freeway já realizou projetos onde procura incluir pessoas com diversos tipos de deficiência no turismo. O Projeto Ver-o-gol foi inspirado na experiência do Bayer04 Leverkusen, da Alemanha, 15 pessoas com deficiência visual com 10 acompanhantes e um cão-guia, tiveram a oportunidade de assistir um jogo no estádio do Morumbi Os espectadores com deficiência visual foram conduzidos em grupo para o estádio, onde receberam rádios da ESPN, com os quais ouviram a narração do jogo, e torceram fanaticamente. No intervalo, alguns foram levados à cabine de transmissão, onde partilharam experiências com o narrador Reinaldo Costa e puderam falar ao público via Rádio Eldorado / ESPN. Ao final da partida, os participantes do projeto entraram no vestiário do São Paulo e viram de perto seus ídolos, que os receberam com carinho e respeito.

O Roteiro Caipira foi um passeio de um dia inteiro pelas fazendas da região de Itu (SP), com direito a almoço feito no fogão a lenha, doces caseiros e muito contato com a natureza. Pessoas com deficiências (visual, auditiva, amputados e cadeirantes, paraplégicos ou tetraplégicos), assim como seus familiares e amigos, puderam conhecer diversas fazendas, passando por antigos engenhos de açúcar e cultivos de café, além de realizar um passeio pela Trilha das Borboletas.

O passeio em Ubatuba, também proporcionou diversas experiências como fazer trilha, mergulhar, andar de escuna e conhecer o Parque Estadual da Ilha Anchieta, um rico patrimônio histórico natural. O Projeto Tamar que realiza um trabalho de preservação das tartarugas marinhas, também foi outra grande atração deste passeio. O passeio não era restrito apenas aos deficientes, fato que possibilita um ótimo momento de integração e entre todos os turistas.

Para conhecer melhor os Roteiros Acessíveis da Freeway, acesse o link abaixo. Caso tenha o desejo de visitar algum destino que não esteja em nossa página, entre em contato com Ricardo Shimosakai através do email: ricardo@freeway.tur.br ou pelo telefone (11)5088-0999.

http://www.freeway.tur.br/editor/web/nacional_ppd_2.asp?cod=1&codm=0&lang=



Escrito por Ricardo Shimosakai às 22h18
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SEMINÁRIO DE TURISMO ADAPTADO - UFSCar SESC SOROCABA

As discussões sobre o turismo adaptado tornaram-se atualmente uma tendência mundial, fazendo com que diversos países desenvolvessem as mudanças necessárias para a inclusão e participação de todos nos processos que envolvem as atividades turísticas. No Brasil, essa questão ainda é pouco explorada. Assim, o SESC Sorocaba, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos – UFSCar / Campus Sorocaba, abrirá um espaço para tratar de outra forma de diversidade, fomentando discussões, promovendo a conscientização e viabilizando propostas a fim de incluir os portadores de necessidades especiais na prática de atividades turísticas sustentáveis.


10h00 - Realidade, progressos e regressos do turismo adaptado no Brasil
Com o turismólogo Ricardo Shimosakai, que ficou paraplégico após levar um tiro em um seqüestro relâmpago e, desde então, se dedica a tornar o turismo acessível às pessoas com deficiência. Também é um dos criadores da ONG Turismo Adaptado, e neste bate-papo apresentará a situação de nosso país e as possibilidades previstas para essa prática.

13h00 - COMO O TURISMO ADAPTADO É TRATADO PELO PODER PÚBLICO?
Com Mara Gabrilli, vereadora da cidade de São Paulo, que luta por melhores condições aos portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida, dificuldade encontrada por ela, que é cadeirante e Carlos Tavares, do Departamento de Turismo de Socorro (SP), que acompanhou o processo de adaptação da cidade desde o inicio do projeto. Mediação do Prof. Thiago Allis.

15h00 - O PAPEL DAS ONGS NA BUSCA POR UM TURISMO INCLUSIVO
Neste debate, Dadá Moreira, integrante da ONG Aventura Especial – Grupo Terra, discute suas experiêncas com o público e apresenta o trabalho que realiza com portadores de necessidades visuais.

 

Local: Campus UFSCar Sorocaba. End. Rod. João Leme dos Santos, Km 110. Inscrições antecipadas na Central de Atendimento do SESC.
Dia(s) 11/11 Quarta, às 10h.
SESC Sorocaba



Escrito por Ricardo Shimosakai às 22h18
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Copa do Mundo, para todo mundo

Copa do Mundo, para todo mundo

Esta matéria foi escrita para a Revista Reação - Revista Nacional de Reabilitação, Ano XIII, número 70, edição bimestral de setembro/outubro. São Paulo: Editora C&G 12 Comunicação e Marketing, p. 40-42, setembro de 2009.

No dia 30 de Outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Em maio de 2009, foi anunciada as 12 cidades sede que receberão os jogos da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Dentre as 12 cidades escolhidas, 4 a 6 delas deverão receber também a Copa das Confederações 2013, evento que seve como teste para a Copa. Os estádios de Natal, Recife e Salvador serão construidos especialmente para a Copa. Apesar de ainda não estarem definidas, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro são as mais cotadas para receber os jogos de abertura e encerramento da Copa do Mundo, respectivamente. O Ministério do Turismo é o principal órgão do Governo Federal na organização do evento, e os critérios para a escolha das cidades fizeram parte de uma estratégia, visando o favorecimento do turismo nas regiões que receberão o evento.

A FIFA convocou em agosto, todos os arquitetos e coordenadores da organização da Copa de 2014 para uma reunião de ajuste dos projetos de estádios. Um documento enviado pela direção da FIFA na Suíça tinha diversas diretrizes referentes à parte arquitetônica dos estádios, inclusive orientações precisas sobre acessibilidade, com o objetivo de fazer uma Copa 100% acessível. E estabelece que o edital de licitação preveja a adequação das instalações físicas dos estádios para a norma NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos). Apesar da acessibilidade nos estádios já estar prevista em nossa legislação há algum tempo, como no decreto 5.296 e até em documentos mais específicos, como o Estatuto do Torcedor, somente agora o Brasil resolve tomar uma atitude mais abrangente. A acessibilidade é um item obrigatório para os países sedes, onde isso é deixado claro já na fase da candidatura, então o comitê de organização da Copa de 2014 no Brasil sabe de suas obrigações, agora só resta cumpri-las de forma correta.

            A Freeway Brasil realizou o Projeto Ver-o-Gol, onde levou um grupo 15 de pessoas com deficiência visual com 10 acompanhantes e um cão guia, para assistir um jogo de futebol no estádio do Morumbi, onde receberam rádios da ESPN, com os quais ouviram a narração do jogo. No estádio, o grupo ficou no setor térreo vermelho do Morumbi, reservado e preparado para pessoas cegas. Esta iniciativa foi inspirada na experiência do Bayer04 Leverkusen da Alemanha em 1999. “Estes torcedores simplesmente vêem com os ouvidos”, afirmou Andréas Paffrath, encarregado das relações com os simpatizantes deste clube. O sistema foi aplicado nos 12 estádios que receberam jogos da Copa do Mundo na Alemanha em 2006, e em cada uma das 64 partidas do Mundial. Em cada um deles foram reservados 10 locais para cegos, deficientes visuais e seus acompanhantes. Atualmente a acessibilidade para pessoas com deficiência visual já está presente em 95% dos estádios alemães da 1ª divisão, graças à parceria com a ONG Fanclub - Sehhunde, especializada em pessoas cegas. A Freeway é uma agência de turismo pioneira na criação de roteiros turísticos acessíveis no Brasil, e atenta às questões de acessibilidade e inclusão no turismo através do departamento Freeway Acessível.

            Porém a Copa não se resume somente aos jogos nos estádios. Segurança, transporte, hospedagem são outros itens importantes que compõem toda a infraestrutura necessária para a cidade receber um evento desse porte. Quase a totalidade dos hotéis brasileiros não cumpre a norma da ABNT onde é indicada que, pelo menos 5% do total dos dormitórios devem ser acessíveis. Existe também a possibilidade de se hospedar num navio cruzeiro, onde a acessibilidade é considerada muito boa.

            Marcio Fortes, Ministro das Cidades, disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana está sendo arquitetado pelo governo federal para impulsionar a qualidade do transporte para a Copa do Mundo de 2014. Segundo Fortes, há um cronograma a ser cumprido, mas, diferente daquilo que muitos pensam, os trabalhos que serão realizados não resolverão definitivamente os problemas do transporte público das cidades sedes. “Estaremos focados em desenvolver projetos para elevar a qualidade do deslocamento das torcidas apenas no âmbito do evento esportivo mundial, para isso o modal de ônibus tem muita importância e as tecnologias apresentadas terão papel fundamental”, revela o ministro. Para ele, a palavra chave de todo esse processo é ‘acessibilidade’. “Tenho notado que as montadoras estão aplicando sistemas tecnológicos importantes para o setor, mas o tema tem que estar no coração. Temos que ter cuidado com os nossos semelhantes com dificuldades de locomoção. E nessa vertente, surge os projetos para facilitar a entrada nos ônibus”, salienta.

            Na África do Sul, local onde será realizada a Copa do Mundo de 2010, há um plano especial para pessoas com problemas de acessibilidade. O estádio possui 100 lugares para elas, com mais 100 assentos para seus acompanhantes. Neste caso as pessoas poderão ir com seu próprio carro até o estacionamento e utilizar os veículos especiais que realizarão o transporte dos cadeirantes e outras pessoas com problemas de locomoção até os estádios.

            Assistir à Copa do Mundo é um sonho para muitos, mas certamente poucos brasileiros poderão realizá-lo, mesmo em 2014, quando o campeonato acontece no Brasil. O preço e a dificuldade de acesso aos ingressos fazem com que assistir a uma partida de um dos maiores eventos esportivos do planeta seja realmente uma façanha para poucos, e ricos. Atenta a isso, em 2006 na Alemanha, a Fifa criou as “Fan Fest”, grandes eventos com telões espalhados pelas cidades do país anfitrião, para tentar resolver o problema e, de quebra, faturar mais algum trocado. Ao todo, foram mais de 18 milhões de fãs que viram as partidas nestes locais, seis vezes mais do que os que compareceram nos estádios germânicos.

            Desviando um pouco do eixo, mas continuando a tratar de grandes eventos esportivos e respeitando as devidas proporções, Barcelona quando sediou as Paraolimpíadas em 1992, fez uma grande reforma que permanece até hoje, sendo reconhecida como uma das cidades mais acessíveis do mundo, enquanto que o Rio de Janeiro que sediou os Jogos Parapanamericanos em 2007, continua com as mesmas dificuldades de antes. Para alcançar o sucesso na realização de um grande evento, é preciso um grande planejamento. Mas que seja um planejamento para deixar um legado permanente, pois fazer alguma modificação que seja temporária, somente para cumprir normas estabelecidas pela organização da Copa do Mundo, é pensar pequeno. Assim como a deficiência das pessoas não acabam com o final do evento, a infraestrutura criada para um evento tão nobre, também deveriam ser permanente.

 

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 17h41
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2° Seminário Brasileiro de Turismo Adaptado

 

A segunda edição do Seminário Brasileiro de Turismo Adaptado é parte da programação da Adventure Sports Fair, a maior feira de esportes e turismo da América Latina. O Seminário acontecerá no dia 13 de setembro de 2009, das 14h30 às 19h10, onde serão apresentados 4 blocos com 2 palestras de 30 minutos cada e espaço para perguntas no final do bloco.
Este importante evento do turismo brasileiro é organizado pela Turismo Adaptado e Freeway, agência pioneira na criação de roteiros de viagens acessíveis. Também conta com a Brazilian Adventure Society para sua realização, e o apoio da Revista Reação, do grupo que organiza a Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.
 
O evento reunirá diversos profissionais ligados ao Turismo e à Pessoa com Deficiência, apresentando experiências reais da evolução do turismo acessível no Brasil e no mundo. A acessibilidade e a inclusão, apesar de muito comentada pela sociedade, ainda não é compreendida adequadamente pela maioria das pessoas, por isso a importância de eventos como este, que promovam a informação de forma correta e atualizada. Além de apresentar ao público oportunidades concretas já desenvolvidas com sucesso, também será um local onde ajudará a aproximar profissionais com interesses semelhantes. Este segmento tem crescido, e mostrando que não cabe mais uma visão de assistencialismo, mas que é uma grande oportunidade de mercado para quem souber aproveitá-la, e que aos poucos tem sido cada vez mais valorizada e exigida.

 

13 de setembro (domingo)

Mesa 1 - 14h30 – 15h40

14h30 – 15h00 Erica Nunes – Sociedade Brasileira de Espeleologia (Espeleoinclusão)

15h00 – 15h30 Edgar Werblowsky - Freeway Brasil (Agência de Turismo Inclusiva)

15h30 – 15h40 - Perguntas

 

Mesa 2 - 15h40 – 16h50

15h40 – 16h10 Cristiane Ecker – Avape (Projeto Socorro Acessível)

16h10 – 16h40 Ricardo Shimosakai - Freeway Acessível/Turismo Adaptado (Destinos Acessíveis)

16h40 – 16h50 - Perguntas

 

Mesa 3 - 16h50 – 18h00

16h50 – 17h20 Silvana Cambiaghi – Comissão Permanente de Acessibilidade (Desenho Universal para o Turismo)

17h20 – 17h50 Viviane Sarraf – Museus Acessíveis (Acessibilidade em Museus)

17h50 – 18h00 - Perguntas

 

Mesa 4 - 18h00 – 19h10

18h00 – 18h30 Robson Careca Surf Especial (Acessibilidade no Litoral)  

18h30 – 19h00 Felipe Gamba - Freeway Diving (Mergulho Adaptado)

19h00 – 19h10 - Perguntas

 

INFORMAÇÕES GERAIS

Local
Centro de Exposições Imigrantes
Rod. dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo - SP
Como chegar
» Melhor opção >> Metrô: O Centro de Exposições Imigrantes está a 850m da estação Jabaquara.
» Taxi: Centrais de taxi são disponibilizados nos períodos de feira. Desde a estação Jabaquara do Metrô, pode-se tomar um taxi até o Centro Imigrantes. O telefone da Central de taxis do Terminal Jabaquara é (11) 5588.1387
» Carro: Para uma indicação dos melhores caminhos, acesse:
www.apontador.com.br.
Estacionamento: O Centro de Exposições Imigrantes possui um estacionamento com capacidade para mais de 4.200 veículos.

Ingresso

Apesar do Seminário ser gratuito, há necessidade de comprar ingresso para a Adventure Sports Fair, onde o evento se realizará.
» R$ 20 (individual e para um dia de evento).
» Grátis para
crianças de até 9 anos e adultos com mais de 65 anos.
» Associados BAS (www.bas.org.br) têm
50% de desconto (no valor de 1 ingresso mais de 1 acompanhante).
» Não há desconto para estudantes por se tratar de um evento comercial.

 

As inscrições devem ser feitas através do site da Adventure Sports Fair, acessando a divisão de Fóruns e Palestras, e em seguida o link do evento. Ou senão clique aqui.

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 23h50
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Magia Dupla – França e Inglaterra

 

Visitar Londres e Paris é ter contato com belezas naturais e arquitetônicas, além de conhecer a essência da cultura em nosso planeta. Na edição número 52 da Revista Sentidos, relato a segunda parte de minha viagem à Europa, contando minhas visitas a Paris na França, e Londres na Inglaterra. Impressões sobre o turismo e a acessibilidade nestes dois locais, muito desejados por turistas de todas as partes do mundo. A idéia dessas visitas vai mais além do que uma satisfação pessoal, pois sempre faço minhas viagens fazendo um contato prévio com empresas de turismo acessível nos países visitados, para depois poder oferecer essas viagens através de agências e operadores turísticos parceiros a turistas do Brasil e da América do Sul. Conhecer pessoalmente os locais é muito importante, pois assim consigo ter certeza da qualidade de serviços e produtos que irei trabalhar, sem deixar brechas para dúvidas.

 

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 20h17
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Acerca da Vida - Vivendo Com Independência

O Centro de Vida Independente Araci Nallin está organizando um grande evento, onde acontecerá o Seminário "Acerca da Vida - Vivendo Com Independência", além de minicursos com temas relacionados à Pessoa com Deficiência. Será realizado nos dias 20 e 21 de junho de 2009, na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, localizada no prédio Parlatino, dentro do espaço do Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, portão 10, Barra Funda, São Paulo/SP). A programação completa e informações para inscrição estão no site http://www.cvi.org.br/eventos.asp.

No dia 21 de junho (domingo) às 15h30, Ricardo Shimosakai (Agente de viagens e consultor de turismo, membro da equipe técnica do CVI-Araci Nallin) irá ministrar a palestra "Acessibilidade e Inclusão no Turismo", com apresentação do Case "Parque dos Sonhos" (Complexo que reúne 14 atividades de aventura em meio à natureza numa área de 400 mil m2 e se destaca por oferecer estrutura adaptada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida).

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 17h33
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V Congresso Nacional de Turismo e Gastronomia

O Grupo Universitário Maurício de Nassau, juntamente com a BJ Feiras & Congressos, realizam o V Congresso Nacional de Turismo e Gastronomia de 4 a 6 de junho de 2009, no Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda/PE). Além do Congresso, haverá minicursos e oficinas muito interessantes. Mais informações e inscrições através do site abaixo

http://www.bjfeirasecongressos.com.br/Congresso/programacao/26

5 de junho (sexta-feira) as 14h - Tecnologia, Meio Ambiente e Acessibilidade

PRESIDENTE DE MESA: ARTUR MENDONÇA – PE (Faculdade Maurício de Nassau.)
CONFERENCISTA: RICARDO SHIMOSAKAI – SP (Agente de Viagens e Consultor de Turismo da Turismo Adaptado - Acessibilidade e Inclusão.)
DEBATEDOR: MICHELLE LIMA – PE (Coordenadora de Projetos Especiais da Secretaria de Turismo do Estado de PE.)

6 de junho (sábado), das 8h30 às 12h30 - Minicurso "Turismo Adaptado para Pessoas com Deficiência"

Curso em formato compacto, com conceitos completos de acessibilidade e inclusão aplicados ao turismo. Aborda o turismo de uma forma completa, mostrando problemas existentes em diversos serviços e produtos turísticos e apresentando soluções baseadas em experiências reais de viagens realizadas em diversas partes do Brasil e exterior. Conhecimento passado por um profissional com formação no turismo e grande vivência da deficiência, será uma ferramenta essencial para que quer servir a todos e com qualidade



Escrito por Ricardo Shimosakai às 03h00
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Revista Sentidos - De Mochila nas Costas

A Revista Sentidos tem em sua seção de turismo da edição número 51, uma matéria escrita por mim contando minha experiência como mochileiro numa viagem à Europa. Nesta edição, conto minhas experiências e descrevo as maravilhas de Portugal e Espanha. Compartilhando minhas experiências, espero ampliar os horizontes tanto dos profissionais de turismo como das própria pessoas com deficiência. A revista está a venda em todas as bancas e livrarias do Brasil.



Escrito por Ricardo Shimosakai às 21h07
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Palestra "Turismo Acessível para Idosos com Deficiência"

Seminário - Envelhecimento e Pessoas com Deficiência

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 12h34
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O Transporte para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

O texto abaixo foi Escrito para o Diário do Turismo, na Edição n°1281, Ano V, em 15/01/2009. Ricardo Shimosakai foi convidado a escrever para participar do Diário do Turismo,  um jornal diário de turismo do Brasil exclusivamente digital, somo colunista mensal onde suas matérias deverão aparecer no quadro "Máximas da Semana" - Artigo de Ricardo Shimosakai.

O transporte é um fator que influencia muitas pessoas na hora de escolher uma viagem ou mesmo um simples passeio. Isso acontece geralmente em pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, onde também fazem parte desse grupo pessoas idosas e com algum tipo de deficiência temporária. Afinal não adianta achar um ótimo destino, se não existe um meio de transporte adequado até o local, fator que algumas das vezes levam à recusa da viagem por parte da empresa que a oferece, ou mesmo por parte da pessoa com dificuldade.

No Brasil alguns serviços foram criados para suprir essa demanda, como taxis e vans adaptadas, mas que geralmente servem somente para um transporte local. O transporte público deveria estar de acordo com normas de acessibilidade, afinal ele deve servir a todos sem qualquer distinção. Porém não é o que acontece na realidade, e somente em grandes cidades vemos um progresso neste campo. Quase toda a rede de ônibus de Londres é adaptada, inclusive com rampas automáticas. Os ônibus turísticos adaptados no Brasil são uma raridade, apesar de existirem fábricas nacionais com equipamentos apropriados.

Apesar dos aviões não serem adaptados em nenhuma parte do mundo, algumas medidas podem ser feitas para aliviar essa dificuldade, a começar pela acessibilidade nos aeroportos, inclusive verificando o uso dos fingers e ambulifts, pois embarcar uma pessoa de cadeira de rodas erguendo pelas escadas do avião somente pela força do braço sem nenhum outro equipamento auxiliar é um procedimento perigoso. A União Européia estabelece como obrigatório a existência de um departamento nos aeroportos para atender o público com dificuldade, fornecendo orientações e realizando procedimentos de embarque e desembarque com uma equipe treinada. Também foi criada uma lei protegendo contra qualquer tipo de discriminação e também à recusa de embarque.

O trem é um meio de transporte comum no exterior. Existem trens de diversas classes e estilos, e com isso a questão da acessibilidade também é variada. Peguei um trem noturno de Lisboa a Madri com cabine e quatro leitos, mas que era muito apertado ao ponto de nem minha cadeira de rodas nem passar pelo corredor. Outro trem em Portugal havia uma plataforma móvel bem eficiente, porém era um equipamento que pertencia à estação, então somente em alguns lugares o embarque e desembarque eram acessíveis. O trem expresso para o aeroporto de Gatwick era o melhor, com amplo espaço, uma rampa móvel do próprio trem e até um banheiro adaptado.

Dificilmente as locadoras de carros possuem algum veículo adaptado para alugar, e quando dizem possuir, se localizam somente em pontos de alta concentração de público como aeroportos. Outro problema é o desrespeito da sociedade para com as vagas de estacionamento reservadas. As vagas públicas reservadas à pessoa com deficiência, são regularizadas em nível municipal, onde é necessário obter uma identificação especial concedendo o direito a estacionar nesses locais reservados. Isso resolve um problema local, mas quem mora em outra cidade ou mesmo um turista estrangeiro, e tem a mesma necessidade de usufruir dessa vaga, acaba ficando excluído dessa possibilidade.

Em embarcações de pequeno porte, muitas vezes não cabe colocar uma adaptação física, mas sim um treinamento das pessoas que trabalham nele, para saberem como tratar um turista com algum tipo de dificuldade. Um transatlânticos, possui uma infra-estrutura bem melhor, com cabines amplas e equipamentos para usufruir da piscina e todos os outros ambientes. Então, como em todos os outros tipos de produtos ou serviços turísticos, não existe um padrão. Para quem busca conforto em questão de acessibilidade, o ideal é procurar locais confiáveis, que entendam tanto do turismo como de acessibilidade e inclusão, para assim oferecer algo de qualidade. No Brasil, isso ainda é difícil, por isso a Turismo Adaptado vem realizando esse serviço de agenciamento de viagens, além de procurar difundir esse conhecimento através de cursos e palestras, para não ser uma única no mercado, e tornar isso uma prática comum. A acessibilidade precisa ser uma característica de todos os projetos, não um adesivo!



Escrito por Ricardo Shimosakai às 12h56
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Agora Ricardo Shimosakai é Agente de Viagens!

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 17h11
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Intercâmbio Europa - Turismo Adaptado rompendo a barreira continental!

 

Entre 2 e 30 de outubro de 2008, realizarei uma grandiosa viagem à Europa. Como será uma viagem independente, ou seja, planejei esta viagem nos mínimos detalhes, desde a compra da passagem diretamente na companhia aérea, do passe de trem, dos Euros necessários, do seguro viagem obrigatório, os atrativos turísticos, locais de hospedagem entre muitas outras coisas mais. A intenção dessa parte, é mostrar a pessoas com deficiência e profissionais de turismo com uma visão conservadora, que a deficiência é somente uma característica pessoal, e não um impedimento.

 

Pelo roteiro esboçado em minha cabeça, pretendo passar por Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha. As datas em cada local irão variar de acordo com o fluxo de atividades que for realizando, característica de uma viagem de “mochilão”.

 

Mas a intenção dessa viagem vai além de uma deliciosa diversão. Nos países por onde passarei, irei me encontrar com diversas pessoas, organizações e empresas que tenham ligação com o turismo para pessoas com deficiência. Será uma troca de experiências, pois com certeza ambos os lados tem bastante informações para compartilhar.

 

Algumas atividades devem contribuir muito ao turismo brasileiro. Fui convidado a participar de uma reunião na cidade de Lousa em Portugal, onde será apresentado o projeto “Lousã: destino de turismo acessível”. Pretendo visitar a Disneyland Paris, que pelos meus conhecimentos, os parques da Disney são os únicos no mundo totalmente acessíveis, e trarei esse conceito para implantar no Brasil.

 

Se conseguir, também pretendo fazer uma experiência esquiando na neve pela região de Chamonix, no sudeste da França, quase divisa com a Suíça. Na Alemanha estarei na REHACARE, a maior feira do mundo voltada a equipamentos e tecnologias relacionadas à acessibilidade e inclusão. Muitos equipamentos são mais simples, baratos e funcionais do que estamos acostumados a usar. Trazer essas novidades vai ajudar a impulsionar o mercado como um todo, com grande reflexo no turismo.

 

Barcelona é tida como uma referência em acessibilidade, e poder trazer como isso está inserido na sociedade de um povo, e como isso reflete nas pessoas, também será uma vivência muito importante. O aeroporto de Madri é um local enorme, onde a administração dos aeroportos espanhóis, oferece um serviço de suporte à pessoas com deficiência, então me cadastrei para receber esse serviço na ida. Retornarei ao Brasil sem este auxílio, para assim fazer uma comparação das dificuldades e facilidades que existem, tentando captar ao máximo informações de valor que sirvam para os aeroportos brasileiros. Utilizarei também diversos outros tipos de transportes, como ônibus e os tradicionais trens europeus.

 

Na Inglaterra, me encontrarei com pessoas e empresas que já realizam serviços de pacotes turísticos para pessoas com deficiência, serviço ainda muito pouco explorado no Brasil, mas que já é uma realidade na Europa. Pegando esses casos de sucesso, pretendo mostrar que esse segmento tem público, não só no Brasil como também pessoas do exterior que desejam muito visitar as maravilhas brasileiras, mas que não encontram suporte para realizar tal sonho. Bom, muita coisa há para se fazer, com certeza em meu retorno estarei recheado de informações e muito mais experiente para enfrentar a batalha, de adaptar o turismo à pessoas com deficiência. O público existe e tem condições financeiras, então se quiser conquistá-lo, o turismo que tem que se adequar para recebê-los de forma digna. No início chamei essa viagem de grandiosa. Disse grandiosa pelo significado que tem para mim pessoalmente, além do que poderei aprender e depois repassar aos outros.

 

A viagem será muito intensa, mas espero poder cumprir com todo o programa planejado. Muito obrigado!

 

 



Escrito por Ricardo Shimosakai às 18h30
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